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jan

Revista VEJA desta semana trás a história da menina Ana Clara, queimada viva por bandidos no MA

Pelo Jornalista Domingos Costa

Leslie Leitão e Alana Rizzo

veja capaA vida da menina Ana Clara Santos Souza nunca deveria ter cruzado a de W.T.F., o bandido conhecido como Porca Preta, que aparece na foto abaixo empunhando um revólver. Aos 6 anos de idade, Ana Clara se preparava para ir à escola pela primeira vez. Adorava vestir-se de princesa e andar de bicicleta. Tinha acabado de dispensar as rodinhas da sua, e por esse motivo andava muito orgulhosa. Era um universo sem ponto de contato com o mundo sinistro habitado por Porca Preta. O bandido, de 17 anos, é um dos membros do Bonde dos 40, a sanguinária facção criminosa que disputa o mercado de drogas de São Luís e domina parte das cadeias do Maranhão à base de métodos que incluem a decapitação de adversários e o estupro de suas mulheres. O que fez com que Ana Clara e Porca Preta se encontrassem no último dia 3 não foi o azar, mas uma combinação de duas tragédias: a situação nacionalmente calamitosa das prisões brasileiras e a gestão particularmente funesta do problema pelo governo do Maranhão, onde o descaso, o apadrinhamento e o descontrole elevaram o horror a uma escala nunca vista.

Parte desse horror transbordou na semana retrasada para uma rua da periferia da capital maranhense. Da prisão de Pedrinhas, partiu a ordem para que bandidos atacassem ônibus em circulação na cidade em represália à entrada da Polícia Militar na cadeia depois de mais uma rebelião sangrenta. Um dos alvos escolhidos foi o carro em que haviam embarcado Ana Clara, sua mãe, Juliane Souza, e a irmã de 1 ano, Lorane. Porca Preta foi o encarregado de render o motorista, enquanto seus comparsas espalhavam gasolina no interior do veículo. Juliane, internada em estado grave, contou à mãe o que houve em seguida. Segundo disse, ela e as filhas já estavam na porta de entrada quando alguém riscou um fósforo e o ônibus explodiu em chamas. As três foram atingidas. Juliane atirou-se sobre a caçula e, com as costas e os braços queimando, rastejou com ela por baixo da roleta em direção à porta de trás. Achava que a filha mais velha a seguia. Ana Clara, no entanto, havia se desgarrado e permaneceu na parte da frente, onde as chamas ardiam altas. Com 95% do corpo queimado, ela ainda conseguiu sair do carro. São excruciantes as imagens feitas pelas câmeras de segurança do ônibus, que mostram a menina perambulando em choque, sozinha, com o corpo em chamas. Ana Clara morreu na última segunda-feira.

“O Maranhão vai muito bem”, disse três dias depois a governadora do estado, Roseana Sarney, em entrevista coletiva. “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes.” A entrevista girou em torno da série de motins no Complexo de Pedrinhas, que deu origem ao ataque ao ônibus em que viajava Ana Clara e, em 2013, resultou em sessenta presos mortos, ao menos cinco degolados. Roseana disse ainda que o que houve em Pedrinhas foi “inexplicável”.

A governadora conseguiu errar em cheio em todas as declarações. Primeiro, o Maranhão, estado que sua família governa há cinco décadas, não vai nada bem. Tem o segundo pior índice de analfabetismo do Brasil e a pior renda per capita. Seu IDH só perde para o de Alagoas, e a mortalidade infantil é a segunda maior do país. Depois, o que aconteceu em Pedrinhas está longe de ser inexplicável.

A administração do complexo, como a de todas as prisões do estado, foi terceirizada para duas empresas – uma delas pertence a um velho apaniguado dos Sarney: Luís Cantanhede Fernandes. Sócio de Jorge Murad, marido da governadora, ele foi o homem que, em 2002, saiu em socorro da então candidata à Presidência Roseana depois que a Polícia Federal encontrou 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo no escritório da Lunus, consultoria dela e de Murad. Na tentativa de livrar do naufrágio a candidatura de Roseana, Cantanhede assinou às pressas um contrato fajuto de empréstimo para justificar a origem da dinheirama. No ano passado, sua empresa, a Atlântica Segurança – juntamente com a VTI, de Fortaleza -, recebeu 71 milhões de reais para cuidar das cadeias do Maranhão. Nenhuma das duas tinha experiência no ramo.

A decisão de contratar empresas como essas para cuidar de um setor tão explosivo não chega a surpreender, tendo partido de uma governante cuja família há tanto tempo se dedica a cuidar com desvelo de assuntos de seu próprio interesse e de seus amigos. O que escandaliza no episódio é o fato de esses contratos terem sido mantidos mesmo diante dos resultados colhidos. O inferno de Pedrinhas supera com folga tudo o que já se viu no trágico cenário das cadeias brasileiras.

TUDO E MAIS UM POUCO - Nada do que existe no Complexo de Pedrinhas é estranho ao sistema penitenciário brasileiro, mas lá tudo é exacerbado: as instalações são imundas (foto à esq.) e tomadas por lixo e ratos, o despreparo e a corrupção entre os agentes podem ser medidos pela dimensão dos arsenais encontrados a cada revista mais rigorosa (ao centro) e o domínio de facções criminosas que disputam o controle do tráfico resulta frequentemente em batalhas sangrentas. A última, em 17 de dezembro, terminou com três presos decapitados e torturados (à dir.)

TUDO E MAIS UM POUCO - Nada do que existe no Complexo de Pedrinhas é estranho ao sistema penitenciário brasileiro, mas lá tudo é exacerbado

TUDO E MAIS UM POUCO - Nada do que existe no Complexo de Pedrinhas é estranho ao sistema penitenciário brasileiro, mas lá tudo é exacerbado: as instalações são imundas (foto à esq.) e tomadas por lixo e ratos, o despreparo e a corrupção entre os agentes podem ser medidos pela dimensão dos arsenais encontrados a cada revista mais rigorosa (ao centro) e o domínio de facções criminosas que disputam o controle do tráfico resulta frequentemente em batalhas sangrentas. A última, em 17 de dezembro, terminou com três presos decapitados e torturados (à dir.)

Na semana passada, a reportagem de VEJA percorreu cinco das oito unidades do complexo – com capacidade para 1 500 presos e população de 2  700. Nas celas de 6 metros quadrados espre­mem-se até dez homens, obrigados a disputar espaço com os ratos, atraídos pelos detritos acumulados em pilhas por todo canto. No pátio de uma das cadeias do complexo, o esgoto a céu aberto se mistura a montes de entulho e mato crescido. Algumas paredes dão a impressão de que poderiam ser derrubadas com um chute, de tão decrépitas.

Mas a parte das instalações em Pedrinhas ainda é melhor do que a de segurança. Os monitores encarregados de revistar os presos e administrar as visitas têm treinamento de uma semana e salário de 900 reais, menos de um terço do que ganham os agentes penitenciários do estado. Para aferir a eficiência do modelo, basta olhar a foto do arsenal apreendido em uma recente invasão da polícia: mais de 300 facas, facões e canivetes, além de munição para pistolas. Celulares circulam abertamente, e a cantina do complexo – que vende até cerveja – está sob o controle dos detentos. Os líderes das duas facções reinantes – o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40 – decidem quem vive e quem morre dentro da cadeia. E morre-se muito lá. No fim da matança mais recente, em 17 de dezembro, os presos se encarregaram de produzir e divulgar imagens estarrecedoras.

Um dos vídeos mostrava corpos sobre o chão cobertos de ferimentos e sem alguns pedaços da pele. Três deles tiveram a cabeça cortada e elas foram colocadas lado a lado. Em uma das fotos que constam de trechos inéditos do relatório feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao qual a reportagem de VEJA teve acesso, um detento separa do corpo uma cabeça decapitada e a segura pelos cabelos, como um troféu. Em outra, dois homens chutam essa mesma cabeça de um lado para o outro, como se estivessem jogando futebol. O relatório inclui ainda a foto de pedaços de um corpo encontrado no lixo de Pedrinhas e dispostos sobre a bancada do Instituto Médico-Legal de São Luís – mais uma provável vítima do método conhecido em Pedrinhas como “picadinho”, destinado a fazer “desaparecer” corpos.

O acirramento das disputas entre as facções maranhenses e o banho de sangue que ele produziu no interior das penitenciárias não pegaram de surpresa o governo de Roseana Sarney. Inquéritos policiais instaurados em 2008 já indicavam alguns dos horrores em curso nos presídios. Em 2010, o CNJ fez a Roseana uma série de recomendações para conter a violência nas cadeias. Repetiu-as, em vão, em 2011. Em 2012, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, pediu à governadora que recebesse representantes do CNJ. Foi ignorado. Nos últimos dois anos, a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal recebeu 157 denúncias sobre o sistema penitenciário do Maranhão, das quais 46 sobre tortura. “Inexplicável”, governadora?

Cadeias são um mal necessário. Prender bandidos tem, sim, influência direta na queda da criminalidade. Essa correlação já havia sido verificada em diversos trabalhos internacionais. No ano passado, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou um estudo feito em mais de 5 000 municípios de todos os estados brasileiros com dados de nove anos. O trabalho concluiu que, para cada elevação de 10% no número de presos, o de assassinatos diminui 0,5%, em média. Escrevem os pesquisadores: “Os resultados comprovam que prender mais bandidos e aumentar o policiamento são armas válidas para reduzir a taxa de homicídios, independentemente do que ocorra com outras variáveis socioeconômicas”.

Acontece que, desde o fim do século XVIII, o suplício deixou de ser uma prática aceitável. A punição aos criminosos perdeu a característica de “vingança social” para incorporar a de “reforma do indivíduo”. O objetivo passou a ser prender para evitar novos crimes e reduzir a reincidência. À luz desses conceitos, confinar o preso em jaulas onde não se deixaria um animal é, inclusive, contraproducente, como atesta um estudo recente da Itália. Ele analisou a vida em liberdade de 25 000 presos soltos em 2006 para abrandar o superlotado sistema carcerário daquele país. Os que tinham saído de presídios com uma alta taxa de mortes eram mais propensos a cometer novos crimes. Na fórmula matemática do estudo, o crescimento de 1 ponto nas mortes per capita atrás das grades aumenta em 4,2% a probabilidade de o criminoso ser pego novamente em delito. Mais do que ineficaz para os propósitos a que se destina, o tratamento degradante dos sentenciados extrapola o contrato firmado com a Justiça. Aos condenados, reserva-se a pena de reclusão, não o inferno.

LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR - Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido

LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR – Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar.

LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR – Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido

Para o Palácio do Planalto, o governo do Maranhão está despreparado para resolver sozinho a crise no sistema carcerário estadual. A gestão sofreria de “autismo” e de “completo distanciamento da realidade”, como teria demonstrado a licitação para compra de lagosta e outros quitutes, suspensa depois de revelada pela Folha de S.Paulo e substituída por outra… que solicita caviar e uísque escocês. Embora assessores de Dilma Rousseff digam que Roseana Sarney perdeu capital eleitoral, a presidente não pretende dispensar o apoio da governadora e de seu pai, o ex-presidente do Senado e cacique peemedebista José Sarney. Foi por isso que a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, evitou defender a intervenção federal no estado e foi por esse motivo também que, diante de tanto sangue derramado em território maranhense, Dilma limitou suas manifestações a uma lacônica mensagem postada na sexta-feira no Twitter. O texto diz que ela acompanha “com atenção a questão da segurança no Maranhão”. Ana Clara não andará mais de bicicleta, não se vestirá de novo de princesa nem irá à escola neste ano pela primeira vez. Mas é tranquilizador saber que a presidente acompanha tudo com atenção. E que o Maranhão vai muito bem, obrigado.

Com reportagem de Alexandre Aragão, Pieter Zalis, Cintia Thomaz e Daniel Pereira

12
jan

Riqueza, miséria e insegurança na terra do papi soberano

Pelo Jornalista Domingos Costa

Por José Ribamar Bessa Freire

sarney

Pobre, no Maranhão, se chama João Batista ou José de Ribamar, declarou um deles, João Batista do Vale. Esse ajudante de pedreiro, negro e pobre, que se consagrou como cantor e compositor, morreu completamente joão, sem deixar bens, em 1996, apesar do sucesso de suas músicas como Carcará, Pisa na Fulô e Peba na Pimenta.

Destino outro teve um certo Ribamar. Entrou na política, enricou e se desfez do nome. Foi ao cartório, em 1965, e legalizou a troca. Deixou de ser José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa para se metamorfosear em José Sarney. Legou o novo nome aos três filhos: Roseana, Sarney Filho e Fernando Sarney, herdeiros de seus bens. Vai morrer absolutamente sarney: rico. Podre de rico. Podre mesmo.

Por isso, faz sentido a declaração da governadora Roseana Sarney, que surpreendeu o Brasil ao atribuir à riqueza do Maranhão a responsabilidade pela recente onda de violência nos presídios estaduais, onde ocorreram 62 assassinatos, em 2013, com cabeças decapitadas, e até nas ruas de São Luís, onde crianças foram incendiadas. O mundo ficou de tal modo estarrecido que a ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu uma “investigação imediata, imparcial e efetiva” e a Procuradoria Geral da República estuda uma intervenção federal nos presídios.

– Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes – explicou a filha do dito cujo ex-Ribamar. Do discurso da governadora, que por pouco escapou de se chamar Ribamarina, se deduz que, quanto mais pobreza, mais segurança. Nesse sentido, precisamos reconhecer o enorme esforço da família Sarney, no poder há várias décadas, para melhorar a segurança, mantendo o Maranhão na extrema miséria.

Ribamarina

Aleluia, aleluia, peixe no prato, farinha na cuia. Esta política teve relativo êxito, como revelam alguns indicadores. O Maranhão é o vice-campeão brasileiro em mortalidade infantil, em esperança de vida e apresenta o segundo pior índice de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil, de acordo à avaliação do PNUD, além de ser a pior renda per capita do país.. É o estado mais miserável, que agora exibe para o mundo as cenas de barbárie nas prisões e nas ruas. Portanto, se a segurança piorou, não foi por falta de pobreza, mas porque Sarney foi mais sarney e menos ribamar, como comprovam as empresas ligadas à família dele que continuaram enriquecendo, entre elas a Atlântica Segurança, empresa do sócio de Jorge Murad, marido da governadora, a VTI Serviços, Comércio e Projetos e a Nissi Construções, o que fez “piorar a segurança no estado”, como reconheceu a governadora.

Segundo O Globo, a Atlântica recebeu nos últimos dois anos R$ 20,3 milhões de órgãos do estado, entre eles a Secretaria de Administração Penitenciária. A VTI, sem qualquer experiência no ramo, foi contratada para administrar o sistema penitenciário, abocanhando R$ 153,9 milhões só em 2013. A Nissi Construções, contratada sem licitação por R$ 1.167 milhão, recebeu adiantado para a reforma de um presídio não concluída. E por aí vai…

Outro índice de enriquecimento do estado foi o pregão aberto e as licitações lançadas para compra de bebidas e comidas que devem abastecer as geladeiras do Palácio dos Leões e a casa de praia na Ponta do Farol. O valor é de R$ 1,3 milhão para comprar lagostas, patinhas de caranguejo, caviar, uísque escocês 12 anos, vinhos importados e champagne nas variedades extra, brut, sec e demisec. Tudo isto revela que o estado ficou mais rico, é por isso que a segurança piorou. A governadora tem razão.

Foi assim que a família do ex-Ribamar construiu uma das maiores fortunas do Maranhão. O papi soberano e seus filhos são proprietários de fazenda na Ilha de Curupu, de mansão na Praia do Calhau, de dezenas de imóveis e do Sistema Mirante de Comunicação, com canal de televisão, emissoras de rádio e jornal. E por ai vai… Menos Sarney

Dona da capitania hereditária do Maranhão, a família Sarney enriqueceu, usando métodos pouco ortodoxos, como demonstram investigações realizadas pela Polícia Federal, em 2002, quando foi apreendido mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na Lunus, empresa de Murad, e a Operação Boi Barrica, envolvendo Fernando Sarney. Mas na concepção política da governadora, quem ficou rico foi o Maranhão, porque para os Sarney, “L’État, c’est moi”.

Roseana é um gênio da ciência política. Conseguiu mostrar ao mundo aquilo que muitos de nós já desconfiávamos: a riqueza de poucos gera a miséria e a insegurança de muitos. Seu discurso dá continuidade ao sermão do padre Antonio Vieira que, recém-chegado do Maranhão, pregou na sexta-feira santa, em 1655, em Lisboa. Acusou os governadores do Maranhão, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas.

– Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência.

Segundo Vieira, os governadores “furtam juntamente por todos os tempos”. Roubam no tempo presente, “que é o seu tempo” durante o período em que governam, e roubam ainda ”no pretérito e no futuro”. Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, “vendendo perdões” e roubam no futuro quando “empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos”.

O missionário jesuíta, que era conselheiro e confessor do rei, no Maranhão disse que os governadores roubam “nos tempos imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse”. “Enquanto conjugam toda a voz ativa – discursa Vieira – as miseráveis províncias suportam toda a passiva, eles como se tivessem feito grandes serviços, tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas”.

Numa atitude audaciosa, padre Vieira alerta o rei:

– Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo”.

É. Parece que está no DNA. O caso do Maranhão expõe a situação infernal da população carcerária do Brasil, que hoje ultrapassa o meio milhão de presos, confirmando o que afirmou o ex-ministro da Justiça britânica, Douglas Hard: “a prisão é a maneira mais cara de tornar as pessoas piores”. “No Maranhão” – informa a Folha de S. Paulo – “a chance de ser morto num presídio é quase 60 vezes maior do que do lado de fora”.

Enquanto houver um sarney governador, deputado, senador ou juiz segurando o osso, o Brasil todo, e não apenas o Maranhão, continuará sendo miserável. Os bens da família deviam ser confiscados pelo Estado, retornando de onde vieram. Desta forma, sarney voltará a ser ribamar, contribuindo com a pobreza para aumentar a segurança.

12
jan

O Maranhão está rico ou apenas alguns maranhenses?

Pelo Jornalista Domingos Costa

Jornal do Brasil

INDICADORES-SOCIAISA afirmação da governadora Roseana Sarney, que administra o estado com os piores indicadores sociais do país, soa como um deboche não só para os maranhenses, mas para todos os brasileiros. “Um problema que piora a segurança é que o Maranhão está mais rico”, disse ela em entrevista coletiva na quinta-feira (9), ao lado de um constrangido ministro da Justiça. José Eduardo Cardozo teve que ouvir ainda que as mortes ocorridas no presídio de Pedrinhas “até setembro estavam dentro do limite que se esperava”, como se as cabeças decepadas e mostradas em vídeo para todo o Brasil fossem apenas enfeites macabros de alguma festa folclórica de seu estado.

O Maranhão está mais rico ou apenas alguns maranhenses enriqueceram? A resposta a essa pergunta está nas compras que o governo de Roseana mandou fazer com uma extensa lista de bens de consumo que milhões de maranhenses ao longo de suas vidas sequer terão a chance de ver esses produtos de perto.

A compra de lagosta, champanhe, uísque e caviar para abastecer a dispensa do Palácio dos Leões, numa total contradição com o povo paupérrimo, não é um acinte, mas sim o retrato fiel do cotidiano de uma elite que vive isolada da realidade do estado, que faz licitações, como a do Porto de Itaqui, que não beneficia o povo maranhense mas a si própria. Pobre Maranhão, que não viu o aumento da classe média, que fica cada vez mais longe do desenvolvimento e que há décadas não tem governo para o povo.

12
jan

Roseana Sarney já gastou R$ 274 milhões com amigos e parentes

Pelo Jornalista Domingos Costa

Repasses  a aliados ocorreram desde 2009, quando ela retornou ao poder

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Governadora do Maranhão, Roseana Sarney, dá entrevista coletiva sobre onda de violência

Chico de Gois, enviado especial

São Luís — A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, é uma mulher de família. Herdeira do político mais longevo do país — no ano que vem, completam-se 50 anos desde que José Sarney assumiu o governo do estado e 60 desde que se sentou na cadeira de deputado estadual como suplente —, Roseana, com 60 anos e em seu quarto mandato, mantém negócios com empresas de parentes e tem amigos e familiares ocupando postos-chaves em várias esferas de poder, o que lhe garante relativa blindagem.

Levantamento realizado pelo GLOBO com base no Portal da Transparência do governo do Maranhão aponta que, de 2009, quando ela retornou ao governo, em abril daquele ano, ao final de 2013, empresas de familiares, amigos e correligionários receberam R$ 274,1 milhões dos cofres do estado. Entre os donos das firmas aquinhoadas, há de tudo: o advogado que a representa em processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o cunhado; a construtora de Luciano Lobão, filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; o senador Lobão Filho (PMDB-MA); e até mesmo um shopping que tem entre os acionistas o pai da governadora, o senador José Sarney (PMDB-AP).

A segunda empreiteira que mais recebeu dinheiro do governo do Maranhão no ano passado foi a Ducol Engenharia. Ela pertence a Herny Duailibe, primo do marido de Roseana, Jorge Murad. A empresa foi denunciada pelo Ministério Público por ter recebido, em 2003, R$ 1,3 milhão para realizar diversas obras de pavimentação em municípios maranhenses, mas não teria realizado os serviços. Apesar da ação, isso não impediu Roseana de contratar a mesma construtora para realizar outras obras. De 2009 até o final do ano, só a empreiteira ganhou R$ 169,7 milhões do governo.

Henry Duailibe é sócio também da Duvel Veículos, que vende carros para o governo. No período de 2009 a 2013, ele recebeu R$ 1,9 milhão. Outro membro da família Duailibe que mantém negócios com o governo de Roseana é Helena Maria, mulher do cunhado dela. A Construtora Domus, que a tem como representante, recebeu no período R$ 9,9 milhões.

Ex-sócio de Murad faz a segurança de presídio e já recebeu R$ 22 milhões

Outra empresa que vem ganhando muito dinheiro dos cofres do governo do Maranhão é a Atlântica Segurança. No ano passado, ela recebeu R$ 12,9 milhões de diversas secretarias. E, entre 2009 e 2013, foram, no total, R$ 22,2 milhões. A Atlântica, que entre outras coisas faz segurança no presídio de Pedrinhas, tem como dono Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, ex-sócio de Jorge Murad, marido de Roseana, numa pousada em Barreirinhas, cidade onde estão os Lençóis Maranhenses. Em 2002, quando estourou o caso Lunus, e a PF apreendeu R$ 1,3 milhão em dinheiro na empresa de Murad, Cantanhede argumentou que parte do dinheiro lhe pertencia. Cantanhede é dono ainda da Atlântica Limpeza e Serviços Gerais, que recebeu R$ 8,7 milhões.

Advogado de Roseana num processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pretende cassar o mandato dela, Alfredo Duailibe ganhou um contrato, sem licitação, no governo de sua cliente. Já recebeu R$ 9,5 milhões, desde 2009.

Da lista de empresas há até mesmo o shopping que tem como um dos principais acionistas o senador José Sarney (PMDB-AP), pai da governadora. O Shopping Jaracaty, que aparece na declaração de bens de Sarney, em 2006, aluga oito lojas para o Programa Viva Cidadão, que reúne vários órgãos estaduais para facilitar a obtenção de documentos. O Jaracaty recebeu R$ 1,6 milhão pelo aluguel.

Amiga íntima do clã, a família do senador Edison Lobão (PMDB-MA) também recebeu uma boa quantia em dinheiro. A Hytec Construtora, que tem como sócio um dos filhos dele, Luciano Lobão, amealhou R$ 40 milhões. Já o senador Lobão Filho (PMDB-MA) recebeu, no final do ano passado, R$ 4,6 milhões pela desapropriação de um terreno seu para obras numa via expressa que passa em frente ao shopping de Sarney. Insatisfeito com o valor, Lobão disse, por meio da assessoria, que terá que entrar na Justiça contra o governo da amiga porque diz que o terreno ocupado pelo estado valeria R$ 18 milhões.

Ainda assim, a governadora é pouco fiscalizada. Em órgãos estratégicos, ela mantém aliados e parentes. A corregedora do Tribunal de Justiça, Nelma Sarney, é sua tia. O presidente da OAB-MA, Mario Macieira, é primo dela, e a mulher dele, Luiza de Fátima, é secretária de Assistência Social. A procuradora-geral de Justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, é tia do secretário de Desenvolvimento, Hildo Rocha. No Tribunal de Contas, o mais novo integrante era o vice-governador, Washington de Oliveira (PT).

12
jan

A verdade dos fatos sobre o “pânico” no terminal de integração da Cohab em São Luís

Pelo Jornalista Domingos Costa
Cohab

Terminal de Integração da Cohab em São Luís

A população parece que ainda não se recuperou dos ataques a ônibus e passageiros de São Luís ocorrido semana passada. Dias após o terrível acontecimento, a capital maranhense voltou a viver mais um momento de pânico.

Na noite de ontem, sábado 11/01, como o Blog divulgou com exclusividade, vários tiros foram disparados dentro do terminal de integração da Cohab provocando uma correria entre os usuários dos coletivos. Entretanto, desta vez a polícia agiu rápido e prendeu 12 integrantes de uma gangue. Todos foram conduzidos à delegacia do Cohatrac.

Segundo as informações da policia, entre os envolvidos, vários são menores de idade. Ainda segundo a PM, os integrantes da gangue iriam participar do bloco carnavalesco Lapada no bairro do Cohatrac, mas como o evento foi cancelado, eles resolveram provocar pânico dentro do terminal de integração da Cohab.

Diversos boatos sobre suposto ataque de facções criminosas comandada de dentro da Penitenciária foram desmentidos pela NOTA de esclarecimento da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A SSP negou que o acontecimento tenha tido qualquer relação com ataques de facções criminosas. A Secretaria ainda afirmou que um disparo foi efetuado no Terminal da Cohab no momento em que um grupo tentou invadir o local, os policiais agiram imediatamente e conduziram 12 pessoas responsáveis pelo tumulto ao Plantão do Cohatrac, para averiguação.

Diversas viaturas e o helicóptero do GTA – Grupo Tático Aéreo sobrevoou a área do incidente. Logo após o disparo, diversos internautas assustados comentaram o ocorrido nas redes sociais.

Veja a nota da SSP na íntegra

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), esclarece que um disparo foi efetuado no Terminal da Cohab, em São Luís, na noite desta sexta-feira (11)  no momento em que um grupo tentou invadir o local.

Policiais agiram imediatamente e conduziram 12 pessoas responsáveis pelo tumulto ao Plantão do Cohatrac, para averiguação.

A SSP esclarece, ainda, que o ocorrido não tem relação com ataques de facções criminosas. Reitera que a operação da PMMA continua nas ruas de São Luís, para garantir a tranquilidade da população.

11
jan

Novas informações: Tiroteio no Terminal da Cohab gerou confusão e muita correria…

Pelo Jornalista Domingos Costa

População está assustada após ataques à ônibus que vitimou a menina Ana Clara

Atualizado às 22h30 – O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), confirmou agora que aconteceram vários disparos no Terminal de Integração da Cohab. Porém, não foram confirmados novos ataques.

Diante do clima de insegurança diversos passageiros que estavam à espera de ônibus ficaram em pânico quando ouviram os disparos de arma de fogo. Principalmente quando muitos “engraçadinhos” gritaram a palavra “bonde”.

Rapidamente viaturas se dirigiram para o local. Depois do tumulto, pelo menos 12 pessoas foram conduzidas para a Delegacia. A qualquer momento mais informações sobre o caso.

Abaixo relatos do ocorrido nas redes sociais:

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11
jan

Enquanto “carcará” e “carcarazinho” aparecem na mídia, Fábio Câmara é quem ajuda…

Pelo Jornalista Domingos Costa
João Alberto foi ao velório de Ana Clara aompanhado de fotográfos para aparecer

João Alberto foi ao velório de Ana Clara acompanhado de fotógrafo da SSP para aparecer. Veja no detalhe.

Diversas instituições e entidades começaram desde a semana passada campanhas que objetivam arrecadar alimentos e donativos para as famílias vítimas da violência na Região Metropolitana de São Luis. Enquanto a população ajuda, algumas figuras que adoram aparecer e não dispensam holofote, tratam de fazer exposição de seus nomes na mídia.

Ontem, o blog trouxe o aproveitador “Wellington do Curso, agora chamado de maqueiro de paletó” que foi tirar uma casquinha na transferência do paciente Márcio Ronny da Cruz, que teve 72% do corpo queimado ao tentar salvar duas crianças de dentro de um ônibus.

Hoje, após rebuscar o que aconteceu durante a semana, o Blog encontrou mais dois casos bem parecidos de exibicionismo na imprensa por parte de personagens políticos.

A dupla “carcará” e “carcarazinho”, como são também conhecidos os peemedebistas Senador João Alberto e o Deputado Estadual Roberto Costa.

Roberto Costa cercado pela imprensa durante visita em Pedrinhas. Ele adora isso!

Roberto Costa cercado pela imprensa durante visita em Pedrinhas. Ele adora isso!

Primeiro foi o Senador João Alberto(carcará), mandou a assessoria espalhar pela imprensa local que foi prestar ato de solidariedade a família da menina Ana Clara, durante o velório da vítima dos ataques em coletivos (foto acima). Na ocasião, o senador esteve acompanhado do Comandante Zanoni Porto,  representando a governadora Roseana Sarney que tem medo de sair às ruas.

Dois dias após, foi a vez do Deputado Roberto Costa(carcarazinho), que adora uma mídia. Aproveitando-se da situação, visitou o Presídio de Pedrinhas junto com outros membros da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa.

Fábio prestou assistência junto a família, mas manteve discrição

Fábio prestou assistência junto a família, mas manteve discrição

A curiosidade da tal visita, que na prática, não serviu de nada, foi percebida pelo conceituado Jornalista Luis Cardoso, o blogueiro mais lido do Estado percebeu que Roberto Costa, mesmo antes de adentrar no presídio já tinha comentado à imprensa sobre o clima de tranquilidade no local. Pode parecer piada mas não é. Lembre aqui (AQUI).

Ninguém mostrou, mesmo porque o autor não quis, foi que silenciosamente, o Vereador de São Luís Fábio Câmara, também do PMDB, mas com atitudes mais coerentes, ajudou a família da menina Ana Clara de Sousa. Foi o Vereador que prestou assistência junto aos familiares, atuando próximo ao pai da criança, Wenderson de Sousa.

E fez questão que sua importante ajuda não saísse na mídia, justamente, para não ser taxado de querer aparecer em situações que necessitaram mais de atuação e menos aparição!

11
jan

André Campos “inventa” exigências na convocação não previstas no edital do concurso do Detran-MA

Pelo Jornalista Domingos Costa
Diretor Geral do Detran-MA, André Campos apresenta itens de seguranca da nova placa veicular

Diretor Geral do Detran-MA, André Campos

O governo do Maranhão atropelou o edital do concurso do Departamento Estadual de  Trânsito (Detran-MA) na convocação dos candidatos aprovados. A reclamação é grande entre os aprovados porque no edital de convocação publicado pela secretaria estadual de Gestão e Previdência pede treze exames não constantes no edital de abertura e apenas 10 dias úteis para a presentação dos resultados.

Por um lado que faz exigências não constantes no edital, o governo deixa de exigir documentos que estavam previstos como declaração de que não exerce outros cargos públicos e declaração de bens.

Ao que parece, o edital de abertura foi sequer consultado para fazer a convocação.

Também consta um erro de digitação quando pede “Cópia Autenticada e Original do Diploma ou Certidão com o Histórico Escolar de Conclusão de Curso de Nível Superior, devidamente registrado pelo órgão competente”. O cargo de Assistente Administrativo é de nível médio, não podendo assim ser exigido comprovação de nível superior a todos os candidatos.

Está comprovado sob diversas jurisprudências que o edital de abertura com suas retificações antes das inscrições deve reger todas as etapas do concurso público, inclusive convocação e posse. Porém, no concurso do Detran, as exigências da convocação são desproporcionais das exigidas no edital do concurso.

Candidatos que já foram até a sede da secretaria de segurança pública, onde está sendo feita a apresentação, disseram que a atendente (que por sinal tem tratado mal os candidatos) disse que a documentação é esta mesmo e o prazo é de 10 dias úteis e ponto final.

Outro lado

O blog entrou em contato com o secretário de gestão e Previdência, Fábio Gondim, que confirmou o equívoco do prazo na convocação. O prazo na realidade é de 30 dias e não de 10 dias corridos, como está  escrito na convocação. Já com relação aos exames, Gondim disse apenas que os exames são exigidos pela legislação estadual para garantir boa saúde física e mental, por isso, terão que ser realizados.(Fonte Blog do Clodoaldo Correa)

 Veja as distorções:

Documentação que deveria ser exigida para a posse no concurso segundo o edital  N° 03, de 16 de abril de 2013

Documentação que deveria ser exigida para a posse no concurso segundo o edital N° 03, de 16 de abril de 2013

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– Documentos exigidos na convocação dos candidatos

11
jan

Roberto Rocha estava certo: “Maranhão rico, Povo pobre”

Pelo Jornalista Domingos Costa
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Números mostrados pela Globo News mostram que Roberto Rocha está certo: “Maranhão rico, Povo pobre.”

O vice-prefeito de São Luís, pré-candidato ao Senador Federal, provou mais uma vez que conhece profundamente o Maranhão.

Instantes após Roberto Roberto fazer uma análise técnica de quem conhece a realidade sócio-econômica do Estado, em comentário postado em seu perfil oficial via facebook,  a Globo News publicou matéria que confirmou as palavras do experiente Rocha.

Confira abaixo:

“Maranhão rico, Povo pobre.”

Na realidade, o Maranhão não é, e nunca foi, um estado pobre. É empobrecido!

Injusto e desigual, e com muitos pobres.

A governadora se refere ao PIB Absoluto.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os serviços e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) numa determinada região (país, estado, cidade, continente).

Sucede que a maior parte dessa produção é de produtos primários e semi-elaborados, ou seja, soja, minério, alumínio e alumina.

Todos exportados ‘in natura’, sem nenhuma agregação de valor.

Aumenta o PIB, é verdade, mas não inclui as pessoas, os maranhenses, que a governadora tem a obrigação de cuidar.

Quando dividimos esse PIB pela população, encontramos o PIB per capita(por pessoa), a chamada renda per capita. Aí que a coisa pega…

E não é possível que Roseana, depois de tanto tempo no poder, quatro mandatos de governadora, não saiba disso.

Logo após, Roberto Rocha publicou também no facebook:

“A Globo News publicou agora há pouco matéria que, infelizmente, confirma o comentário que fiz hoje, aqui mesmo no Facebook, com o título Maranhão rico, Povo pobre. Melhor seria se a matéria da Globo revelasse que eu estava equivocado, pois assim os maranhenses teriam bons motivos para se orgulhar desse novo Maranhão.”

11
jan

Comitiva de senadores vai realizar visita a Penitenciária de Pedrinhas segunda(13)

Pelo Jornalista Domingos Costa

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Fonte: G1-MA

Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado programaram para segunda-feira (13) uma “diligência” no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis, informou a assessoria do órgão.

A comitiva do Senado no Maranhão reunirá pelo menos a presidente da comissão, Ana Rita (PT-ES), o vice, João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), senadores já confirmaram presença.

Às 12h30, o grupo visitará Pedrinhas, centro da crise do sistema prisional do Maranhão. Os senadores também terão encontros com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).

Brigas de facções em Pedrinhas provocaram cerca de 60 mortes no presídio no ano passado, algumas por decapitação, situação que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir ao Brasil a apuração das violações de direitos humanos. Levantamento do G1 indicou que uma de cada quatro mortes de presos no Brasil no ano passado ocorreu no Maranhão. Na semana passada, uma onda de ataques foi deflagrada em São Luís após ordens emitidas por chefes de facções presos em Pedrinhas. Ônibus foram incendiados, delegacias foram alvejadas com tiros e uma menina de 6 anos morreu com 95% do corpo queimado.

Além da visita ao presídio, os senadores participarão às 10h de uma reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); às 14h30, terão encontro com membros do Ministério Público do Maranhão; às 16h, com a presidente do Tribunal de Justiça, Cleonice Silva Freire; e, às 17h, audiência com a governadora.

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