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Durante entrevista ao JMTV1 nesta quinta-feira (23), o Coronel Wallace Amorim, Comandante Geral da Polícia Militar do Maranhão, afirmou não vai tolerar qualquer tentativa de intimidação ou desordem na Ilha de São Luís.
“Todas as forças de segurança estão nas ruas garantindo a tranquilidade e a proteção da população. O policiamento na Grande Ilha foi reforçado com o BOPE, Choque, Rotam, CTA e outras unidades especializadas.” Afirmou.
Mais cedo, o secretário de Segurança, Maurício Macedo, assegurou que a SSP-MA segue firme no combate à criminalidade. “Vamos continuar investigando, prendendo e mantendo o foco na segurança da população maranhense.”
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Áudios e mensagens divulgados nesta terça-feira, 21 de outubro, pelo deputado estadual Iglésio Moyses (PRTB-MA) trouxeram a público novos elementos sobre o atual cenário político do Maranhão. O material atribui a figuras públicas conversas e articulações que revelam disputas de poder e divergências locais, que, nos últimos dois anos, vêm sendo levadas ao campo judicial — com ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e envolvem lideranças que, em outros momentos, atuaram lado a lado.
O conteúdo expõe o movimento de um pequeno grupo político que passou a agir de forma coordenada após a saída de Flávio Dino do governo do Estado. Esse grupo inclui o deputado estadual Othelino Neto, marido da senadora Ana Paula Lobato, que assumiu a vaga no Senado com a ida de Dino ao STF; o deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB; e o deputado estadual Carlos Lula, que foi secretário de Saúde e tinha interesse em ser indicado para o Tribunal de Contas do Estado. As ações e manifestações desse grupo se concentram em torno de pautas de interesse político próprio, transformando disputas internas em contenciosos judiciais.
– O caso do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA)
O pano de fundo dos áudios está ligado ao processo que trata das indicações para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).
A questão teve início com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo Partido Solidariedade, então presidido por Flávia Alves, irmã de Othelino Neto.
A ação questionava o rito de votação secreta utilizado pela Assembleia Legislativa para a escolha de conselheiros — rito que havia sido o mesmo aplicado em gestões anteriores.
O processo foi distribuído ao ministro Flávio Dino, recém-empossado no Supremo Tribunal Federal, o que levou parte da classe política maranhense a observar possível conflito de interesse em razão da proximidade entre o ministro e o governo estadual.
Durante a tramitação, a advogada Clara Dantas Nunes, registrada na OAB de Minas Gerais, ingressou no processo apresentando petições que mencionavam suposta irregularidade na abertura de vagas para o TCE.
Entre os documentos anexados por ela estava um documento falso, que atribuía ao irmão do governador, Marcos Brandão, ligação com uma empresa contratada pelo Estado.
A Justiça do Maranhão, ao examinar o caso, concluiu que o documento era fraudulento e transformou em réus três servidores da Secretaria de Infraestrutura (SINFRA), responsáveis pela produção e inserção do material. (Mais detalhes sobre decisão ao final do texto)
A perícia apontou que a inclusão e exclusão ocorreram em sequência temporal direta, caracterizando possível coordenação entre os servidores e a advogada.
O relatório técnico, que embasou a decisão da magistrada, descreve detalhadamente o percurso digital do arquivo e confirma que a manipulação se deu a partir de usuários com acesso interno à SINFRA.
Entre os réus, em é filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — mesmo partido que, posteriormente, atuou como amicus curiae na ADI apresentada ao STF, pedindo a manutenção da suspensão das indicações para o Tribunal de Contas.
Esses fatos, reconhecidos judicialmente, compõem a base técnica e cronológica do caso que originou a sequência de desdobramentos políticos e judiciais hoje em debate.
– Os áudios e as menções ao TCE
Nos áudios divulgados, atribuídos a dois deputados federais e a um ex-assessor de Flávio Dino, atualmente secretário-executivo do Ministério do Esporte, interlocutores tratam de temas relacionados à disputa política no Maranhão e citam diretamente a situação do TCE.
Em trechos das gravações, os participantes discutem a necessidade de “gestos políticos” em municípios como Colinas e Barreirinhas, sugerindo que a manutenção de um “clima de paz” dependeria de acordos locais.
Em outro momento, há referência a uma suposta possibilidade de “zerar o jogo” — expressão usada para indicar a superação de divergências mediante entendimentos políticos, citando a questão do Tribunal de Contas.
– Descrição dos Áudios:
Áudio Dep Marcio Jerry: “Eu tenho recebido mensagens de que o governador quer um clima de harmonia e de paz. Diga a ele, e eu estou lhe autorizando a dizer a ele, que eu também quero esse clima total de paz. Agora, pra ter clima de paz, eu preciso fazer gestos, né? E as coisas que eu pedi, nada foi feito. Então, vê o que que é possível realizar isso. Colinas , Barreirinhas…”
Áudio Dep Rubens Júnior: “O pedido, basicamente são duas coisas: é, cumprir o acordo de Colinas e tratar bem quem votou no governador. Que aí ele diz lá que os deputados Rodrigo, Lula, Júlio, não sei o quê. Ele disse: ” Júnior, se a gente conseguir avançar nessas duas pautas, zera tudo. Eu libero o TCE, a gente faz de conta que a gente nunca se desentendeu em nada na vida. Zera o jogo, tô de novo.”
Áudio de Galdino : ex-assessor de Dino e secretário executivo do ministério do esporte: “Eu conversei com o despacho, o despacho– eu conversei com o Flávio, é, semana passada. E aí ele conversou pessoalmente comigo e disse, e disse com essas palavras que eu vou te dizer aqui: “Galdino, conversa com o Felipe, conversa com o Brandão, que eu só-só quero conversar sobre Colinas, eu só faço questão de Colinas. Deixa pra lá Barreirinhas, deixa pra lá as outras coisas, que se eles querem, é, se fizer-se fizer um gesto pra mim, conversar comigo sobre Colinas pra não ter confusão, eu queria– só queria que mantivesse o acordo de Colinas.” Flávio, eu abro mão de Barreirinhas, eu abro mão do que for, e só preciso que eles resolvam Colinas pra mim. Fala pra Brandão que eu só preciso que ele resolver Colinas pra mim que o resto tá-tá superado.”
– Mensagens atribuídas ao desembargador Ney Bello
Entre os materiais que vieram a público, também circulam prints de mensagens atribuídas ao desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). As mensagens, segundo interlocutores políticos, teriam sido enviadas ao deputado federal Rubens Pereira Júnior e repassadas posteriormente ao seu pai, Rubens Pereira (Rubão), secretário de Articulação Política do Maranhão.
Nos prints, há referências a conversas sobre o cenário político local e menções à necessidade de “contenção de danos” e de ações políticas para evitar crises. O conteúdo sugere a existência de recomendações sobre medidas administrativas e políticas, acompanhadas de cinco pontos apresentados como orientações a serem consideradas pelo governo estadual.
Essa correspondência, assim como os áudios divulgados e os documentos citados em processos judiciais, integra o conjunto de elementos que ilustram o ambiente de tensão, marcado pela sobreposição de interesses partidários, institucionais e pessoais que hoje repercutem no debate público.
– Conjuntura política e trajetória de Carlos Brandão
O governador Carlos Brandão, atualmente sem filiação partidária, foi integrante do PSB até recentemente. Sua saída da sigla ocorreu após o comando do partido no Maranhão ser transferido para a senadora Ana Paula Lobato, que assumiu a vaga no Senado Federal deixada por Flávio Dino quando este tomou posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Carlos Brandão possui uma longa trajetória na vida pública, marcada por passagens como deputado federal, secretário de Estado, vice-governador e, atualmente, governador reeleito.
Reconhecido por sua postura de diálogo, Brandão foi um aliado próximo e leal de Flávio Dino durante seus dois mandatos à frente do governo do Maranhão.
O próprio Dino já declarou publicamente que sua inserção na vida política se deu com o apoio de Brandão, que, à época, possuía ampla capilaridade eleitoral no estado e cedeu colégios eleitorais que viabilizaram sua primeira candidatura a deputado federal. Dino, que vinha da magistratura como juiz federal, não possuía base eleitoral consolidada até então.
O distanciamento político entre ambos se consolidou gradualmente, a partir do momento em que setores ligados ao grupo que se autodenomina “dinista” passaram a judicializar divergências políticas internas do Maranhão diretamente no Supremo Tribunal Federal.
– Entre os exemplos mais emblemáticos estão: – a ADI referente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), que questionava o rito de votação para escolha de conselheiros; e – a ADI relacionada à eleição da presidência da Assembleia Legislativa, na qual o então deputado Othelino Neto, presidente da Casa durante os dois mandatos de Flávio Dino, buscava apoio para recondução ao cargo durante a gestão de Brandão.
No segundo caso, o governador optou por apoiar a deputada Iracema Vale, a parlamentar mais votada do estado, resultando na primeira mulher eleita presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.
A decisão simbolizou uma mudança de ciclo político, com a abertura de espaço para novas lideranças e maior equilíbrio institucional entre os Poderes.
Com décadas de atuação na vida pública, Carlos Brandão é amplamente reconhecido como um governador municipalista, pela proximidade com prefeitos e lideranças locais.
Pesquisas recentes, incluindo levantamento divulgado pela CNN Brasil, apontam índice de aprovação superior a 64%.
Além disso, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, Carlos Brandão é o líder político mais bem avaliado em Imperatriz e Região Tocantina, desempenho que nenhum outro político do estado havia alcançado anteriormente, consolidando sua imagem de gestor com capilaridade regional e ampla aceitação popular.
O desempenho político também se refletiu nas eleições municipais de 2024, quando Brandão elegeu mais de 180 prefeitos aliados em todo o estado.
Na capital, São Luís, sua base partidária conquistou 21 cadeiras na Câmara Municipal, e na cidade de Imperatriz — segunda maior do Maranhão —, o candidato apoiado por Brandão venceu no segundo turno, em uma disputa marcada pela forte presença do bolsonarismo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro visitou o município duas vezes durante a campanha, acompanhado por Michele Bolsonaro, Damares Alves e Nicolas Ferreira, numa tentativa de consolidar Imperatriz como base simbólica do seu grupo político no Nordeste.
Brandão derrotou o bolsonarismo no estado do Maranhão, consolidando sua liderança e reafirmando o peso político de sua base no cenário regional.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Maranhão, em uma grande agenda pública e política em Imperatriz, realizada em parceria com o governo estadual.
Durante a visita, foram entregues mais de 12 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, além de ações conjuntas nas áreas de combate à fome e à pobreza, que reafirmaram a sintonia entre os governos federal e estadual.
No campo da gestão, Carlos Brandão tem atuado em parceria direta com o presidente Lula, com foco na transformação social e econômica do estado.
Em 2023, o Maranhão retirou mais de um milhão de maranhenses da extrema pobreza, resultado de políticas voltadas à inclusão e à segurança alimentar.
Entre as principais iniciativas está o programa “Maranhão Livre da Fome”, criado com o objetivo de erradicar a extrema pobreza, integrando transferência de renda, capacitação de mulheres, ações de saúde preventiva e inserção produtiva, de acordo com as vocações econômicas locais.
A combinação de resultados sociais e estabilidade política tem consolidado Brandão como uma liderança de perfil técnico e de gestão municipalista, que mantém base sólida no estado e tem buscado reforçar a imagem de um Maranhão que avança sob pilares de desenvolvimento, diálogo e equilíbrio institucional.
– O grupo político que se autodenomina “dinista”
Nos últimos dois anos, um grupo de lideranças políticas do Maranhão, que se autodenomina “dinista”, tem se colocado como protagonista nas divergências e no progressivo distanciamento político entre o governador Carlos Brandão e o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.
As movimentações desse grupo têm se concentrado em ações, manifestações e disputas políticas que, em diversos momentos, migraram para o campo judicial, especialmente por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas ao Supremo Tribunal Federal.
A seguir, a relação dos principais integrantes e seus respectivos contextos:
– Othelino Neto
Deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, comandou o Legislativo estadual durante os dois mandatos do então governador Flávio Dino.
Durante a atual gestão, buscou apoio para se manter no cargo, mas o governador Carlos Brandão apoiou a deputada Iracema Vale, a parlamentar mais votada do estado, que se tornou a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa.
Além do distanciamento político, Othelino Neto responde a processo de cassação de mandato na Assembleia por diferentes acusações.
A ligação direta entre o parlamentar e as ações judiciais no STF se dá porque todas as ADIs apresentadas sobre temas do Maranhão foram protocoladas pelo Partido Solidariedade, à época presidido por sua irmã, Flávia Alves.
Othelino é casado com a senadora Ana Paula Lobato, que assumiu a vaga no Senado Federal com a ida de Flávio Dino para a Suprema Corte.
– Márcio Jerry
Deputado federal e presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Maranhão, Márcio Jerry figura como um dos nomes centrais do grupo dinista.
Ele é natural do município de Colinas, mesma cidade natal do governador Carlos Brandão, e foi citado nos áudios divulgados, nos quais há referências a interesses políticos em Colinas e Barreirinhas.
Em uma das falas, atribui-se a ele a defesa de “gestos políticos” como condição para manter um “clima de paz”, mencionando nominalmente o município de Colinas, onde seu irmão foi candidato nas eleições municipais, sem sucesso.
O candidato apoiado por Brandão venceu o pleito, ampliando as divergências.
O PCdoB, presidido por Márcio Jerry, foi também um dos partidos que ingressou no Supremo Tribunal Federal como amicus curiae na ADI referente ao Tribunal de Contas do Estado, solicitando a manutenção da suspensão das indicações para conselheiro.
O vínculo político e pessoal entre o deputado e Flávio Dino é conhecido: a esposa de Flávio Dino atua no gabinete parlamentar de Márcio Jerry, enquanto a esposa do deputado trabalhou por anos como assessora direta de Dino durante sua gestão no Executivo estadual.
– Carlos Lula
Deputado estadual, ex-secretário de Saúde do Maranhão e ex-advogado particular de Flávio Dino, também integra o grupo político identificado com o ex-governador.
Durante a gestão de Brandão, Carlos Lula passou a adotar uma postura de oposição, e é citado nos bastidores como um dos nomes que manifestaram interesse em ser indicado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).
O governador, no entanto, optou por indicar seu próprio advogado particular, decisão que teria gerado descontentamento dentro do grupo e reforçado as tensões em torno das indicações ao TCE, tema central de uma das ADIs no STF.
– Rodrigo Lago
Deputado estadual, ex-secretário de Estado e integrante do mesmo grupo político, Rodrigo Lago tem se destacado por discursos e manifestações críticas à atual gestão, alinhando-se à narrativa das demais lideranças dinistas.
Sua atuação parlamentar e nas redes sociais reforça a identidade de oposição ao governador Carlos Brandão, seguindo a linha de posicionamento político adotada por Othelino Neto, Márcio Jerry e Carlos Lula.
– Felipe Camarão
Felipe Camarão, vice-governador do Maranhão e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), também é mencionado entre os integrantes do grupo que se autodenomina “dinista”.
Nos últimos meses, Camarão tem adotado postura política de aproximação com esse grupo, mantendo relação de parceria pública e pessoal com as lideranças que o compõem.
Essa aproximação tem sido interpretada por observadores políticos como um movimento de distanciamento em relação ao governador Carlos Brandão, de quem é vice.
Em recente viagem do governador Carlos Brandão a Paris, realizada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocasião em que o Maranhão foi reconhecido internacionalmente como estado livre de febre aftosa sem vacinação, Felipe Camarão exerceu o cargo de governador interino.
Durante esse período, realizou agendas públicas ao lado de integrantes do grupo dinista, com discursos que ressaltavam “trabalhos conjuntos pelo desenvolvimento do Maranhão”.
A movimentação reforçou a percepção de alinhamento político de Camarão com o grupo dinista, que atualmente atua de forma crítica à gestão de Brandão.
O afastamento entre o governador e o vice tem sido citado em análises políticas como um dos fatores que intensificam o cenário de fragmentação e disputa de espaço dentro do campo governista.
Entre os efeitos diretos dessa conjuntura está a paralisação na escolha de dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, com vagas abertas há mais de um ano e meio, situação que gera impactos sobre os processos de fiscalização e controle das contas públicas estaduais.
– Advogada que apresentou documento falso ao STF contra irmão do Gov do Maranhão é também intimada a depor na CPMI do INSS
A advogada Clara Alcântara Botelho Machado (OAB/MG 210.808), responsável por apresentar um documento falsificado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), também foi convocada a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga supostas irregularidades nos descontos realizados em benefícios previdenciários.
A convocação foi requerida pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL), que destacou a relevância social e jurídica do caso diante dos graves indícios de que a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) — entidade representada por Clara — promove descontos mensais não autorizados em aposentadorias e pensões.
Segundo o requerimento, a advogada atua em mais de 11 mil processos judiciais em todo o país para a COBAP, sem possuir inscrição suplementar em diversas seccionais da OAB, o que fere o §2º do artigo 10 da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia). O documento também ressalta que sua atuação é caracterizada por peças padronizadas, sinalizando uma estrutura jurídica massificada voltada à manutenção de cobranças questionadas por aposentados.
O texto do requerimento menciona ainda que, em suas contestações, Clara chegou a classificar descontos entre R$ 98,40 e R$ 104,24 como “irrisórios” e incapazes de gerar dano moral, o que o relator considerou um descompromisso ético e social com a dignidade de aposentados e pensionistas.
– O caso do documento falso no STF
A advogada também é personagem em decisão recente da Justiça do Maranhão, que tornou réus servidores públicos estaduais acusados de fraudar o documento utilizado por Clara em uma ação no STF.
O caso envolve a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7780), que tratava do rito de escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), relatada pelo ministro Flávio Dino. A ação, movida pelo partido Solidariedade, teve o objeto extinto após pareceres da AGU e da PGR reconhecerem que as questões de rito haviam sido sanadas.
Mesmo sem vínculo com o Estado do Maranhão — já que é inscrita apenas na OAB de Minas Gerais —, Clara Alcântara ingressau como amicus curiae na ação, apresentando um documento falsificado que tentava associar o irmão do governador Carlos Brandão a uma empresa supostamente beneficiada por contratos públicos.
A Justiça do Maranhão tornou em 6 de outubro réus servidores da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) acusados de criar um perfil falso no sistema eletrônico do Governo do Estado para incluir o nome de Marcus Barbosa Brandão — irmão do governador Carlos Brandão (PSB) — em documento fraudulento.
A fraude resultou na produção de documentos falsos que foram posteriormente utilizados pela advogada Clara Alcântara Botelho Machado, que não possui qualquer relação com o Estado do Maranhão, mas apresentou pedido de amicus curiae para se manifestar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7780, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Na prática, uma advogada sem qualquer vínculo com o Estado buscou participar e intervir em uma ação da qual não tinha relação direta, trazendo elementos completamente estranhos ao objeto inicial do processo.
As investigações comprovaram que o material apresentado era falso, confeccionado a partir de um cadastro fraudulento criado no sistema da Sinfra em 15 de outubro de 2024 e validado de forma irregular por servidores públicos.
O documento foi utilizado seis meses depois, em 16 de abril de 2025, quando a advogada apresentou petição ao STF — exatamente um dia após o vencimento do prazo técnico para rastreamento das chamadas “portas lógicas”, registros eletrônicos que identificam acessos ao sistema do governo. Esse intervalo exato impediu a recuperação do IP e dificultou a rastreabilidade da fraude.
De acordo com o inquérito, o propósito da fraude era fabricar um vínculo inexistente entre a Vigas Engenharia e familiares do governador, sugerindo favorecimento em contratos públicos.
Entretanto, a Vigas Engenharia não pertence à família Brandão e mantém contratos com o Governo do Maranhão desde gestões anteriores, incluindo a do ex-governador Flávio Dino, atual ministro do STF.
Com base nas provas apresentadas, a juíza Lidiane Melo de Souza, da 2ª Vara Criminal da Capital, recebeu a denúncia em 3 de outubro de 2025 e tornou réus os servidores Webston Carlos Inojosa Neves, Gilberto Pereira Martins e Carlos Augusto Silva, acusados de inserção de dados falsos em sistema de informações, conforme o artigo 313-A do Código Penal.
De acordo com o Ministério Público, os três agiram de forma coordenada, criando e alimentando o perfil falso com informações adulteradas, “visando macular a lisura de sistemas públicos e atingir a imagem de terceiros”. O crime é punido com pena de dois a doze anos de reclusão.
As fraudes estão formalmente denunciadas e comprovadas nos autos do inquérito policial, que tramita sob o número 0869180-43.2025.8.10.0001, na 2ª Vara Criminal de São Luís.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7780, na qual o documento fraudulento foi utilizado, foi apresentada à época pelo Partido Solidariedade com o objetivo de questionar o rito regimental de indicações para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) — o que mantém as indicações ao Tribunal suspensas há mais de um ano e meio, sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
Na mesma ação, o ministro determinou o encaminhamento da denúncia para investigação pela Polícia Federal, o que ocorreu de forma atípica, tendo em vista que qualquer apuração relacionada a governador deveria ser direcionada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As irregularidades levantadas na petição inicial se tratavam de rito e foram plenamente sanadas, conforme manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU), que reconheceram a perda do objeto da ação.
Mesmo após os questionamentos formais terem sido esclarecidos e solucionados, Clara Alcântara insistiu em permanecer no processo e passou a apresentar petições sobre temas alheios à ação original. Entre essas manifestações, incluiu o documento fraudulento em questão.
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Fernanda Maroca, de Lago Verde, foi encontrada morta dentro de sua casa.
A vereadora e ex-presidente da Câmara Municipal de Lago Verde, Fernanda Oliveira da Silva, conhecida como Fernanda Maroca, foi encontrada sem vida na manhã desta quinta-feira (23) em sua residência.
A informação foi confirmada por fontes próximas à vereadora. A Polícia Civil já iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte.
O clima é de grande comoção entre familiares, amigos e a população de Lago Verde, onde Fernanda era uma figura bastante conhecida na política local.
A Câmara Municipal e a Prefeitura devem divulgar notas oficiais nas próximas horas.
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O prefeito Gentil Neto segue transformando promessa em realidade!

Prefeitura de Caxias lança edital com mais de 1.280 vagas para diversos cargos.
Nesta quarta-feira, foi lançado o edital do concurso público da Prefeitura de Caxias, com mais de 1.280 vagas disponíveis para diversos cargos e todos os níveis de escolaridade.
As inscrições começam amanhã, e representam uma grande oportunidade para quem sonha em ingressar no serviço público municipal e contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade.
Além disso, o prefeito também anunciou o edital da Guarda Municipal, reforçando o compromisso da gestão com a segurança de Caxias e a valorização dos profissionais que atuam na proteção da população.
Com essa iniciativa, Gentil Neto cumpre mais uma promessa feita à população e mostra que o trabalho sério e planejado segue avançando em todas as áreas.
A cidade está em movimento, crescendo e criando oportunidades para todos.
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Dos 31 vereadores, 21 já anunciaram voto em Beto Castro; outros três em Marquinhos e sete ainda não se posicionaram; faltam seis meses para a eleição da nova Mesa Diretora da Casa.

A medida que se aproxima o fim do ano, fica cada vez mais próxima a eleição para Mesa Diretora de São Luís visando o biênio 2027-2028, segunda parte da atual Legislatura. Como o atual presidente reeleito Paulo Victor (PSB) não pode concorrer ao um terceiro mandato no comando da Casa, abriu-se o leque para os outros 30 vereadores da capital.
Diante da atual movimentação, o Blog do Domingos Costa fez um “apanhado” da “parcial” do atual posicionamento dos 31 vereadores na eleição da presidência da Câmara, que até agora tem como pré-candidatos dois nomes: Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União).
Beto soma 21 declarações de apoio públicos: Wendell Martins (Podemos), Octávio Soeiro (PSB), Thyago Freitas (PRD), Paulo Victor (PSB), Romeo Amim (PRD), Daniel Oliveira (PSD), Cleber Verde Filho (MDB), Fábio Macedo Filho (Podemos), Marlon Botão (PSB), Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Penha (PDT), Andrey Monteiro (PV), Édson Gaguinho (PP), , Antônio Garcês (PP), Coletivo Nós (PT), Thay Evangelista (UP), Marcos Castro (PSD), Raimundo Júnior (Podemos), Astro de Ogum (PCdoB) e Rosana da Saúde (Republicanos).
Marquinhos tem até agora duas declarações públicas: Clara Gomes (PSD) e Aldir Júnior (PL).
Outros 07 (sete) vereadores ainda não se posicionaram, são eles, Douglas Pinto (PSD), Concita Pinto (PSB), Nato Júnior (PDT), Dr. Joel (PSD), André Campos (UP), Flávia Bertiher (PL), e Professora Magnólia (UP).
– Data da eleição/voto aberto
Ainda falta seis meses para as eleições, que estatuariamente possui voto aberto, diferente da regra da Assembleia Legislativa no qual o voto é secreto. O Regimento da Casa diz que a eleição será marcada pelo presidente da Câmara entre o dia 1º ao dia 15 de abril de 2026.
Há tempo para uma virada histórica ou a vitória é certa em favor de Beto???
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Pela ordem da foto: Vereador Laurivan e o suplente Cesão.
Quase uma tragédia no município de Raposa na manhã desta terça-feira (21) envolvendo o vereador Laurivan Lauristo e o suplente Francisco Cesar Teixeira dos Santos, conhecido popularmente como “Cesão”.
Logo no início da manhã, Laurivan estava em uma mesa de amigos tomando café próximo à casa de “Cesão”, na Avenida Principal – Corredor das Rendas, quando começou uma intensa discussão entre os dois.
Ainda não se sabe o motivo da confusão, de certo mesmo que o vereador foi até a porta do suplente e desferiu uma agressão contra o suplente, que por sua vez, entrou na sua residência e pegou uma “peixeira” (faca).
Cesão seguiu em direção a Laurivan, que também se armou com uma pedra. O pior só não aconteceu porque a esposa do suplente, senhora Marilene Moreira, interviu e segurou o marido. Outras duas pessoas que testemunharam a briga contiveram o parlamentar, que seguiu para o seu carro, estacionado nas proximidades.
Já nesta quarta-feira (22), Cesão e Laurivan foram vistos na Delegacia Especial de Raposa, na Praça Chico Noca, onde selaram a paz sem sequer registrar a Ocorrência.
– Segunda briga de Laurivan em menos de um mês
Essa é a segunda confusão que o vereador Laurivan se envolve em menos de um mês. No último dia 26 de setembro, o mesmo parlamentar trocou gritos e xingamentos com o também vereador Leomar, logo após o término de uma sessão plenária na Câmara Municipal de Vereadores. Assim como essa segunda confusão, Laurivan fez as pazes com o colega três dias depois.
Para assistir a primeira briga de Laurivan CLIQUE AQUI…
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Prefeito Mecinho ladeado com Brandão e Orleans…
O último fim de semana, 18 de outubro de 2025, marcou mais um capítulo histórico para São João Batista. A cidade recebeu a visita do governador Carlos Brandão, acompanhado do secretário de Assuntos Municipalistas e pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, em um grande dia de entregas, anúncios e demonstrações de prestígio político.
Durante a agenda, o Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de São João Batista, realizou a entrega de 872 cartões do programa Maranhão Livre da Fome, 10 carrinhos do programa Mais Renda e assinou mais de sete ordens de serviço, consolidando o município como um dos que mais receberam benefícios do Governo Estadual.
– Entre as obras anunciadas e já em execução estão:
– Pavimentação asfáltica de 4 km, contemplando os povoados Santana, Jabutituba, Olinda dos Aranhas, Quiá e diversas ruas da sede;
– Dois sistemas de abastecimento de água;
– Dois portais de entrada e saída da cidade;
– Uma Areninha Esportiva;
– Uma Estação Tech;
– Uma Praça da Família;
– E a adesão ao programa Rua Nova, que garantirá mais infraestrutura e qualidade de vida para os joaninos.
Durante o evento, a população também foi beneficiada com uma grande ação de saúde, por meio do programa Cuidar dos Olhos – Cirurgias e Óculos, que levou consultas, exames oftalmológicos, distribuição gratuita de óculos e encaminhamentos para cirurgias de catarata e pterígio.
O governador Carlos Brandão fez questão de reconhecer publicamente a força e a influência do prefeito Mecinho, destacando que São João Batista é hoje uma das cidades que mais receberam investimentos e benefícios do Governo do Estado. Em tom descontraído, Brandão chegou a brincar dizendo que “até o prefeito Carrinho, de Viana, estava com inveja das ações e entregas em São João Batista”.
Em seu discurso, o governador também esclareceu um ponto importante que vinha sendo distorcido pela oposição local: a construção da Estrada de Santana. Brandão afirmou, de forma categórica, que a obra é um sonho e um pedido antigo do prefeito Mecinho, fruto de seu esforço e articulação junto ao Governo do Estado, e não de quem tenta se apropriar politicamente do projeto.
Outro destaque do evento foi o reconhecimento à primeira-dama e secretária municipal da Mulher, Hildene Pinto. O governador contou que, ao prometer dois poços para a cidade, decidiu consultar Hildene sobre o que mais poderia ser feito. Ela, sempre comprometida com o bem-estar da população, solicitou quatro sistemas de abastecimento de água, e Brandão afirmou publicamente que não poderia negar o pedido da primeira-dama, arrancando aplausos do público.
Durante seu pronunciamento, o prefeito Mecinho reafirmou seu compromisso e lealdade ao grupo político do governador Carlos Brandão, destacando a importância dessa parceria para o desenvolvimento de São João Batista e de toda a Baixada Maranhense. Ele também declarou apoio ao atual secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Estado, reforçando o alinhamento político e a confiança mútua entre ambos.
“Nosso compromisso é com o povo de São João Batista. Seguimos trabalhando com humildade, parceria e resultados concretos. O que está acontecendo na nossa cidade é fruto de muito trabalho e de um governo que acredita na Baixada Maranhense”, afirmou o prefeito Mecinho.
– Série de inaugurações com recursos próprios
O ritmo de trabalho da gestão municipal segue intenso. No dia 11 de outubro, o prefeito Mecinho já havia realizado uma série de inaugurações com recursos próprios, contando com a presença do aliado político e pré-candidato a deputado estadual, Gleidson Rezende, prefeito de Barão de Grajaú. Na ocasião, foram entregues importantes obras e serviços que consolidam São João Batista como referência em gestão pública na Baixada Maranhense.
E o cronograma de entregas continua. No próximo dia 1º de novembro, a Prefeitura realizará novas inaugurações, entre elas:
– Reinauguração da Biblioteca Municipal;
– Reinauguração da Oficina Pedagógica;
– Inauguração do Centro Especializado de Educação para Crianças com Deficiência;
– Inauguração da Praça da Avenida Maria da Luz;
-E a inauguração da própria Avenida Maria da Luz, uma obra estruturante que vai melhorar o trânsito e a mobilidade urbana.
Com uma intensa agenda de trabalho, entregas e articulações políticas, o prefeito Mecinho consolida seu nome como uma das principais lideranças da Baixada Maranhense. Seu empenho e o reconhecimento do governador Carlos Brandão mostram que São João Batista vive um novo tempo — um tempo de obras, resultados e união.
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Em julho deste ano de 2025, Abraão Neves foi condenado pelo crime de racismo a dois anos de prisão; Autointitulado “DEPUTADO ESTADUAL suplente”, sua escolaridade é “Ensino Fundamental incompleto”.

Em julho deste ano de 2025, Abraão Aguiar Neves foi condenado pelo crime de racismo a dois anos de prisão em regime aberto.
Há dias, o Blog do Domingos Costa vem recebendo denúncias dando conta de que um morador do bairro do Tirirical em São Luís está se passando por “DEPUTADO ESTADUAL suplente” em diversas repartições públicas, bares, reuniões políticas e também nas redes sociais.
Curioso que é, o Blog do DC foi em busca de saber quem é o tal “DEPUTADO ESTADUAL suplente” e chegou à pessoas do senhor Abraão Aguiar Neves, jovem de 26 anos que disputou cadeira para a Assembleia Legislativa nas eleições de 2022.
Conforme dados da Justiça Eleitoral no registro de candidaturas, Abraão Neves nunca cursou o ensino médio e sua escolaridade é apenas “Ensino Fundamental incompleto”. Nas redes sociais ele mantém um perfil com mais de 23 mil seguidores em sua imensa maioria fake, comprados por meio de pacote promocional na internet.
Quando as urnas das eleições estaduais passada abriram, Abraão obteve míseros – e exatos – 200 votos, ficando apenas na 24º suplência, mesmo assim, usa em seu perfil no Instagram e por onde passa a expressão: “DEPUTADO ESTADUAL suplente”.
– Condenado por racismo a 2 anos de prisão
Ainda conforme a checagem do Blog do DC, em julho deste ano de 2025, Abraão Aguiar Neves foi condenado pelo crime de racismo a dois anos de prisão em regime aberto. A decisão é Juiz titular da 6ª Vara Criminal, Flávio Roberto Ribeiro Soares, conforme consta no processo Número: 0821790-19.2021.8.10.0001.
“Na terceira fase, não concorrem causas de diminuição ou aumento de pena, razão pela qual fixo a pena definitiva em 02 (dois) anos de reclusão e no pagamento de 10 (dez) dias-multa, cada um no equivalente a um trigésimo do salário-mínimo vigente no tempo do fato delituoso, em observância ao disposto pelos artigos 49 e 60, ambos do CP. A pena privativa de liberdade deverá ser cumprida inicialmente em regime aberto.”, diz a decisão do Juiz, CLIQUIE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA.
– Inelegível no campo eleitoral
No dia 14 de fevereiro de 2023, o Desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), julgou” não prestadas as contas de campanha” de Abraão Aguiar Neves – na qual ele obteve 200 votos – e deixou o jovem inelegível paras as próximas eleições.
“Prestação de Contas Eleitorais, Eleições 2022, deputado estadual, contas finais não apresentadas, citação do candidato, omissão, contas julgadas não prestadas, impedimento de obter certidão de quitação eleitoral pelo prazo da legislatura, contas julgadas não prestadas. Sob a presidência da Exequentíssima Desembargadora Ângela Maria Moraes Salazar, ACORDAM, os Membros do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, por unanimidade, JULGAR NÃO PRESTADAS AS CONTAS, nos termos do voto do juiz Relator”, decide o Desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, na prestação de contas nº 12193.

– Apenas o 24º suplente
Para não soar nenhuma dúvida da posição de Abraão Aguiar Neves enquanto “DEPUTADO ESTADUAL suplente”, o Blog do DC fez questão colocar a ordem dos 23 suplentes à frente dele, vejamos:
1º suplente – César Pires PSD – 35.600 votos
2º suplente – Pedro Neres PSD – 20.903 votos
3º suplente – Ricardo Seidel PSD – 19.554 votos
4º suplente – Dalton Arruda PSD – 7.189 votos
5º suplente – Dr Elias Holanda PSD – 5.803 votos
6º suplente – Irmão Carlos PSD – 3.902 votos
7º suplente – Evando Viana PSD – 2.565 votos
8º suplente – Maura Barroso PSD – 2.310 votos
9º suplente – Fernanda Guerreiro PSD – 1.131 votos
10º suplente – Maurício Goltzman PSD – 1.059 votos
11º suplente – Dr Sonia Sousa PSC – 973 votos
12º suplente – James Onda PSD – 963 votos
13º suplente – Capitã Marcela Mouzinho – 890 votos
14º suplente – Léa Lopes PSD – 827 votos
15º suplente – Josue Dias PSD – 675 votos
16º suplente – Fagner Sousa PSD – 611 votos
17º suplente – Prof. Jacques Aranha PSD – 591 votos
18º suplente – Baiko Iluminado PSD – 483 votos
19º suplente – Prof. Julio César PSD – 462 votos
20º suplente – Vangico Evangelista PSD – 416 votos
21º suplente – Raimundo Soares PSD – 292 votos
22º suplente – Marina Marques PSC – 238 votos
23º suplente – Rosângela Azevedo PSD – 223 votos
24º suplente – Abraão Neves PSD – 200 votos
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O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), divulgou uma nota pública nesta quarta-feira (22) em meio à escalada da crise política que atingiu o estado após o vazamento de áudios e mensagens atribuídos a aliados do antigo grupo governista. No texto, o governador afirma que “em política é preciso ter coerência” e denuncia tentativas de chantagem e barganha dentro do cenário político maranhense.
Brandão inicia a manifestação reforçando sua parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas destaca que no Maranhão foi “plantada uma divisão”. Segundo ele, o grupo que deixou o governo em 2022 tentou manter o controle da gestão estadual, mesmo após o término do mandato anterior.
“O governo que se encerrou em 2022 quis permanecer no comando da gestão para a qual fui eleito. Fui parceiro, mas impus limites”, disse Brandão.
De acordo com o governador, a reação desses ex-aliados teria sido “insana e agressiva”, marcada por ações que ele descreveu como “nada republicanas”.
Na nota, Brandão cita nominalmente o deputado federal Rubens Júnior (PT), afirmando que o parlamentar teria levado uma oferta em nome do deputado Márcio Jerry (PCdoB). O governador relata que a proposta envolvia o apoio a uma candidatura em Colinas — cidade natal de Brandão — em troca da liberação de vagas retidas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).
“O deputado Rubens Júnior me trouxe o recado, uma oferta. Eu apoiaria candidatura de interesse do deputado Márcio Jerry em Colinas, e as vagas retidas do TCE seriam liberadas. O próprio Rubens Júnior confirmou na tribuna da Câmara Federal”, escreveu o governador.
Brandão também negou qualquer participação de seu governo em gravações clandestinas que vieram à tona e que contribuíram para a atual turbulência política.
“Eu não gravei, meu governo não gravou. Eles se fizeram gravar. Agora temem os efeitos dessa exposição vexatória a que se submeteram”, afirmou.
A nota foi publicada em meio ao agravamento das rupturas dentro da base aliada. Nos últimos dias, Rubens Pereira e Robson Paz, nomes próximos do ex-governador Flávio Dino, deixaram cargos estratégicos no governo estadual. Além disso, a presidente do PSB no Maranhão, senadora Ana Paula Lobato, orientou que todos os filiados do partido entregassem suas funções na administração.
O episódio amplia a crise entre o Palácio dos Leões e antigos aliados, evidenciando uma disputa por espaço político e por influência institucional no estado.
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Em vídeo editado e publicado em suas redes sociais nestas quarta-feira (22), o deputado estadual Yglesio criticou severamente o pronunciamento do deputado federal Rubens Júnior feito na tribuna na Câmara Federal ontem (21), onde o parlamentar do PT anunciou rompimento com o governo estadual e deu sua versão sobre a conversa que teve com o ministro do STF, Flávio Dino, no que diz respeito a política do Maranhão e o imbróglio que diz respeito à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão.
No vídeo de Yglesio, o deputado estadual mostrou a contradição, o falso moralismo e o argumento oportunismo e vazio de Rubens Júnior, que hoje chama de mafioso e bandido quem grava conversas, mas esquece que seu pai, Rubao, fez o mesmo com a então Governadora Roseana Sarney.

