20
ago

Vale não possui autorização de uso da lâmina d’água; Irregularidades devem causar incidências penais para a mineradora

A Vale não possui autorização de uso da lâmina d’água (espelho d’água) dos Píeres I, III e IV do terminal, mas ainda assim, opera essas estruturas e, de forma absurda, invoca o espelho d’água como fundamento para se opor à instalação de terceiros — utilizando, para barrar o concorrente, uma área que ela própria ocupa sem título.

Imagens aéreas do Porto do Itaqui, área de atuação da Vale
Imagens aéreas do Porto do Itaqui, área de atuação da Vale…

No segundo post sobre as graves irregularidade na matrícula imobiliária que pode fazer a Vale ter sérios problemas no Porto do Itaqui e até perder a operação portuária, o Blog do Domingos Costa traz agora mais detalhes desse caso envolvendo uma das maiores empresas de mineração do mundo e líder global na produção de minério de ferro e níquel: a Companhia Vale do Rio Doce.

Os fatos emergem de dois processos conexos: No primeiro (105030606.2024.4.01.3700, 3ª Vara Federal Cível/MA), a Vale S.A. figura como autora, pleiteando a declaração de seu domínio útil sobre a área da Matrícula nº 59.223 e a anulação da venda de uma parcela de 357.304,12 m² (Matrícula nº 84.710) feita pelo Estado do Maranhão, em 2019, a uma empresa concorrente, além da suspensão do processo de outorga de um novo terminal portuário na ANTAQ. No segundo (106124778.2025.4.01.3700, originado do Pedido de Providências nº 088538317.2024.8.10.0001), o 2º Cartório de Registro de Imóveis da Capital requer a retificação e o bloqueio da própria Matrícula nº 59.223 da Vale, por sobreposição com áreas da União.

O ponto decisivo é que, embora a Vale se apresente como parte prejudicada, as manifestações de todos os demais interessados — Cartório, SPU, União (AGU/PRU), Estado do Maranhão, a empresa concorrente e o próprio Ministério Público estadual — convergem contra a Vale, apontando uma série de vícios em seu título de propriedade e em sua operação portuária.

– São eles:

A Matrícula nº 59.223 não é o título originário. Ela resultou da unificação das antigas Matrículas nº 2.279 e nº 5.196, com “retificações poligonais”. Ocorre que a SPU, em despacho oficial (Processo nº 19739.025827/202413), respondeu de forma categórica que não tem conhecimento do registro da Matrícula nº 59.223 aberta pela Vale. Ou seja, tratandose de área foreira da União (senhorio direto), a nova matrícula foi constituída sem o registro, a homologação ou a ciência prévia do proprietário do bem. A empresa concorrente e a União sustentam que não se trata de simples atualização de coordenadas, mas de completa alteração de coordenadas e de áreas, sem justificativa legal ou cadeia lógica.

A SPU (Ofício SEI nº 99924.2024.MGI e despacho técnico do Serviço de Caracterização do Patrimônio) identificou que a Matrícula nº 59.223 se sobrepõe a diversas matrículas em nome da União, cujo domínio útil jamais foi alienado à Vale:

a área do extinto BNH (272,3356 ha / 2.723.356 m²), já revertida à União e hoje registrada na Matrícula nº 1.285; a área da antiga Prelazia de Pinheiro(Matrícula nº 30.234, hoje da União), com sobreposição da ordem de 1.510.284,90 m²; área revertida para o Serviço de Sinalização Náutica da Marinha (45,2690 ha); área revertida para o Terminal de Ferry Boat / Companhia Docas (14,3618 ha).

Perguntada diretamente se, na unificação, havia áreas sobrepostas que a União não cedeu à Vale, a SPU respondeu: “SIM. ÁREAS DO EXTINTO BNH E DA PRELAZIA DE PINHEIRO, EXCLUÍDAS DO CONTRATO DE CESSÃO ORIGINAL.”

O contrato original de cessão à AMZA (incorporada pela Vale), de 1979, continha a Cláusula Oitava, prevendo reversão automática do imóvel ao patrimônio da União — independentemente de ato especial e sem indenização — em caso de uso diverso, descumprimento de prazo ou inadimplemento contratual. A Cláusula Quarta fixava prazo de cinco anos, a contar de 06/03/1979, esgotando-se em 06/03/1984. Como as instalações ferroviárias de apoio previstas no Decreto Federal nº 82.242/78 não foram efetivadas no local, a cessão tornou-se nula e a área reverteu à União — posição afirmada tanto pela União (AGU) quanto pelo Estado do Maranhão. A SPU quantificou em 846.359,56 m² as áreas excluídas por não uso e descumprimento de cláusula contratual. Mesmo assim, a Vale segue reivindicando a integralidade da poligonal e se opondo à destinação dessas áreas a terceiros.

Há um forte indício de manipulação temporal de documentos: o Memorial Descritivo e a Planta de Locação (Plantas SEI nº 0020542 e 0020549), apresentados em 2014 no processo de outorga do Terminal da Ponta da Madeira, já continham as exatas coordenadas que só viriam a constar da Matrícula nº 59.223, datada de 2016. Em outras palavras, documentos de 2014 anteciparam, com precisão, o conteúdo de uma matrícula aberta dois anos depois — o que a parte adversa qualificou como um “surpreendente exercício de futurologia”.

A Vale obteve a outorga de seu próprio terminal (Contrato de Adesão nº 027/2014) com base na antiga Matrícula nº 2.279. Sustenta-se que a Vale já tinha ciência, desde 2014, da incorreção dessa matrícula, mas optou por prosseguir com o documento falho no processo administrativo. Ao apresentar posteriormente uma “nova” matrícula, teria confessado a insubsistência do título basilar de sua outorga. Como consequência, a ANTAQ, no Acórdão nº 4362024, determinou que suas Superintendências de Outorgas e de Fiscalização esclareçam, em processo apartado, qual é a área efetiva do Contrato de Adesão nº 027/2014 e quais documentos a embasam, registrando o relator ser “impossível qualquer conclusão a respeito” com a documentação existente — abertura, na prática, de apuração fiscalizatória sobre a própria autorização de exploração da Vale.

A SPU foi objetiva ao responder que a Vale não possui autorização de uso da lâmina d’água (espelho d’água) dos Píeres I, III e IV do terminal. Trata-se de bem da União (art. 20 da Constituição). Ainda assim, a Vale opera essas estruturas e, paradoxalmente, invoca o espelho d’água como fundamento para se opor à instalação de terceiros — utilizando, para barrar o concorrente, uma área que ela própria ocupa sem título.

Após a resposta da SPU, o Cartório notificou formalmente a Vale, em 02/08/2024, sobre a necessidade de saneamento registral (retificação) da Matrícula nº 59.223. A SPU determinou a retificação (Processo nº 19739.032833/202419). Até a propositura do Pedido de Providências, a Vale não abrira o processo de retificação, limitando-se a enviar informações sobre confrontantes — inércia que motivou o pedido de bloqueio da matrícula e gera insegurança jurídica quanto a quaisquer operações sobre a área.

Da conjugação dos itens acima decorre a alegação de que a Vale se comporta como mera posseira: ocupa e opera áreas que não regularizou e cujo título (a Matrícula nº 59.223) não é reconhecido pela União nem gera efeitos legais plenos, o que atinge a própria regularidade da operação portuária hoje exercida.

Sustenta-se que o manejo do litígio e das sucessivas intervenções administrativas teria por finalidade barrar a entrada de novo operador, preservar a concentração da infraestrutura portuária da região e inviabilizar a concorrência na movimentação de granel mineral — utilizando uma controvérsia fundiária de fragilidade evidente como instrumento de bloqueio de mercado.

– Os possíveis crimes 

Confrontadas as irregularidades acima com os eixos de atuação penal numa possível análise do MP, abrem-se, em tese, as seguintes hipóteses (cuja materialização ainda depende de comprovação de dolo, fraude, vantagem indevida ou dano relevante; pois nem toda irregularidade administrativa gera, automaticamente, responsabilidade penal):

a) Crimes contra a Administração Pública. A criação unilateral de matrícula desconhecida do senhorio, a alteração de coordenadas e áreas sem cadeia lógica, o anacronismo documental (documentos de 2014 com coordenadas de 2016) e o uso de título reconhecidamente insubsistente para obter e manter a outorga do terminal podem, a depender da prova, configurar falsidade ideológica, uso de documento falso e a indução da Administração a erro para obtenção de vantagem (a outorga e a consolidação registral de área pública).

b) Crimes ambientais. A operação de estruturas sobre a lâmina d’água/espelho d’água sem autorização da União, em área sensível e regulada (Baía de São Marcos e Canal de Acesso), pode ensejar infrações da Lei de Crimes Ambientais, sobretudo se demonstrado risco ou dano ao ecossistema ou à segurança da navegação.

c) Crimes contra a ordem econômica. Caso se confirme que as condutas tiveram por objeto ou efeito restringir a concorrência — mediante a ocupação e reivindicação de área estratégica para impedir a entrada de novo operador —, há espaço para enquadramento na tutela penal da concorrência, com natural interface com o CADE.

d) Responsabilização de dirigentes e administradores. No direito penal brasileiro, a responsabilidade não recai apenas sobre a pessoa jurídica (em especial na esfera ambiental), mas também sobre as pessoas físicas que autorizaram, praticaram ou se beneficiaram das condutas — de modo que executivos, diretores e responsáveis técnicos podem ser investigados havendo indícios de dolo ou culpa relevante.


LEIA TAMBÉM:

– Irregularidade em matrícula imobiliária pode fazer a Vale ter sérios problemas no Porto do Itaqui e até perder a operação portuária

20
ago

ANÁLISE: PL deverá eleger três deputados federais nestas eleições no Maranhão; confira os “buchas” e puxadores de votos

Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.

Relação dos candidatos a deputados federais do PL nestas eleições…
Relação dos candidatos a deputados federais do PL nestas eleições…

Nesta quinta-feira (19) o Blog do Domingos Costa dá inicio às análises alusivas as eleições 2026 no que diz respeito as 18 cadeiras na Câmara Federal pertencentes ao Maranhão. O primeiro partido analisado é o PL.

O PL registrou na Justiça Eleitoral 18 (dezoito) candidatos à Assembleia Legislativa na Justiça Eleitoral, desses, 07 (sete) mulheres e 11  (onze) homens. O nome do Pastor Gil não foi incluído pelo fato de estar em condição de inelegibilidade.

Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.

– Possível desempenho 

O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.

E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Câmara Federal pertencentes ao Maranhão, no caso 18 cadeiras,  o que significa dizer que para eleger um deputado federal, em tese, são necessários cerca de 200 mil votos.

De forma que para fazer uma cadeira na Câmara é precisa obter 200 mil votos, logo, duas cadeiras são necessários 400 mil votos; três cadeiras 600 mil votos, quatro cadeiras 800 e assim sucessivamente.

– Uma cadeira

Nessa nominata do PL , os “puxadores de votos” deverão, em tese, chegar a 620 mil votos, mais 30 mil votos advindos da soma de votos de legenda e dos candidatos considerados “buchas”, totalizando cerca 650 mil votos. Então, a conclusão é de que o PL elegerá 03 (três) deputados federais de forma direta na Câmara Federal.

Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.

20
ago

Denúncia sobre concurso público leva Ministério Público a abrir investigação em Alto Alegre do Maranhão

Nilsilene do Liorne, prefeita de Alto Alegre do Maranhão.

Uma denúncia sobre a contratação de professores temporários pela Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão levou o Ministério Público do Maranhão a transformar o caso em Inquérito Civil. A apuração busca esclarecer se houve possível preterição de candidatos aprovados em concurso público realizado pelo município.

A manifestação, encaminhada de forma sigilosa à Ouvidoria-Geral do MPMA, aponta que a Prefeitura promoveu um concurso público em dezembro de 2024, com provas realizadas em março de 2025. Para o cargo de professor do 1º ao 5º ano, foram oferecidas 30 vagas, mas, segundo a denúncia, apenas 10 candidatos haviam sido convocados.

O ponto que chamou a atenção do Ministério Público é a informação de que, paralelamente, o município teria contratado mais de 240 professores temporários em 2025 para o mesmo nível de ensino, mantendo essas contratações durante 2026.

A situação levantou questionamentos sobre a necessidade de aprofundar a análise para verificar se os aprovados no concurso estariam sendo preteridos por contratações temporárias.

Antes de converter o caso em investigação, o MPMA solicitou esclarecimentos à Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão.

A Procuradoria-Geral do Município respondeu que o concurso permanece válido e que a administração mantém o compromisso de nomear os 30 aprovados dentro do número de vagas, mas que, até então, somente 10 haviam sido convocados.

Segundo a Prefeitura, os outros 20 candidatos seriam nomeados gradualmente dentro do prazo de validade do concurso. O município também afirmou que as contratações temporárias realizadas em 2025 e 2026 seriam legais e destinadas a atender situações transitórias e excepcionais, principalmente para substituir servidores efetivos afastados por motivos como licença médica e licença-maternidade.

A justificativa apresentada pela administração, porém, não encerrou a apuração. Com o fim do prazo de tramitação da Notícia de Fato e diante da necessidade de aprofundar a análise dos fatos, o Ministério Público decidiu converter a Notícia de Fato em Inquérito Civil, registrado no SIMP nº 002292-509/2026.

A investigação ficará sob a presidência do promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar, titular da 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão.

O procedimento terá prazo inicial de um ano para conclusão e poderá contar com novas diligências para verificar a quantidade de contratos temporários, as justificativas apresentadas pelo município e a situação das convocações dos candidatos aprovados.

A apuração, portanto, ainda está em andamento e não representa conclusão de que houve irregularidade. O objetivo do Inquérito Civil é justamente reunir elementos para verificar se as contratações temporárias ocorreram dentro da legalidade e se houve ou não preterição dos candidatos aprovados.

A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 18 de agosto de 2026, após disponibilização em 17 de agosto, na edição nº 158/2026. A decisão foi assinada eletronicamente pelo promotor Thiago Lima Aguiar, responsável pela investigação.

19
ago

Presidente do Consórcio CIM, Didi do PP, solicita construção de novas estações de passageiros na Estrada de Ferro Carajás

 

Novas estações podem beneficiar cerca de 500 mil habitantes.

O presidente do Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM) e prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Didi do PP, apresentou uma proposta para ampliar o acesso da população maranhense ao Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), com a implantação de duas novas estações em Bacabeira e Santa Rita.

A proposta ganha ainda mais relevância diante da perspectiva de ampliação da frequência do Trem de Passageiros, com previsão de operação diária a partir de 2027.

A iniciativa propõe a criação de uma estação na região de Bacabeira/Rosário, próxima à BR-135, e de uma estação na região de Santa Rita/Jaibara dos Rodrigues, nas proximidades do entroncamento das BRs 135 e 222.

A proposta busca atender uma região estratégica do Maranhão e beneficiar moradores de municípios como Bacabeira, Rosário, Santa Rita, Itapecuru-Mirim, Cantanhede, Matões do Norte, Pirapemas e Vargem Grande.

“A ampliação das estações representa uma oportunidade de aproximar ainda mais o Trem de Passageiros das comunidades, mas que atualmente precisam percorrer grandes distâncias para conseguir embarcar. A medida também pode fortalecer a economia regional, facilitando o deslocamento da população para trabalho, educação, saúde, comércio e outros serviços”, afirmou Didi.

De acordo com o estudo que fundamenta a proposta, a estação de Bacabeira teria uma área de influência estimada em cerca de 178 mil habitantes, funcionando como uma importante porta de entrada para o Vale do Munim.

Já a estação nas proximidades do povoado Entroncamento teria potencial para alcançar aproximadamente 340 mil habitantes, integrando municípios do Vale do Itapecuru. Somadas, as áreas de influência das duas novas estruturas podem alcançar uma população de 500 mil habitantes.

19
ago

Em palanque, Flávio Dino fez oração com João Bosco, assassinado dois meses após pelo criminoso Gilbson Cutrim

Noite do dia 23 de junho de 2022, uma quarta-feira quente em São Luís. O barracão da Escola Favela do Samba, localizado no bairro do Sacavém, recebeu o ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, que acabara de renunciar o mandato para disputar o Senado pelo PSB.

O Blog do Domingos Costa conseguiu, com exclusividade, o vídeo do evento. Naquela noite de uma edição do movimento ‘O Maranhão não pode parar’, Dino discursou no ato político organizado pelo Vereador Beto Castro.

Quem também dividiu palanque com o hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal foi João Bosco Sobrinho Pereira, funcionário da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) na gestão de Felipe Camarão (PT), nomeado pelo petista exatamente no governo Flávio Dino.

Na ocasião, quem também dividiu o palco com João Bosco e Dino foi o deputado estadual Rodrigo Lago, o deputado federal Rubens Júnior, Júlio Mendonça, Felipe Camarão entre outros políticos de mandatos e lideranças locais.

João Bosco chegou a conceder entrevista para um repórter, assista no final deste post.

Durante seu discurso, Flávio Dino chamou o Pastor Luiz Carlos Porto, ex-vice-governador do Maranhão, para fazer uma oração em favor do Governador Carlos Brandão, que estava em viagem a São Paulo para tratamento de saúde.

Naquela momento, Pastor Porto fez a oração, instante que Bosco, Dino e os demais convidados deram as mãos para quem estava do lado e clamaram a Deus em favor da saúde de Brandão, no final, tudo deu certo.

Só não deu certo para Bosco! Dois meses depois ele vinha a ser assassinado à luz do dia, por disparo de arma de fogo a queima-roupa pelo criminoso Gilbson César Soares Cutrim Júnior, na ensolarada tarde do dia 19 de agosto de 2022, na frente do edifício Tech Office localizado na Avenida dos Holandeses no bairro Ponta D’Areia em São Luís.

E é exatamente esse crime, que Flávio Dino, hoje na condição de Ministro do STF, conseguiu levar para ser analisado no Supremo Tribunal Federal, e está tomando uma série de decisões judiciais que estão sendo bastante criticadas pela imprensa nacional.

O movimento ‘O Maranhão não pode parar’ realizou outro grande evento. Reuniu no barracão da Escola Favela do Samba, nessa quarta-feira (22), mais de 3 mil pessoas em apoio às pré-candidaturas do governador Carlos Brandão, para reeleição; de Flávio Dino, para senador; de Felipe Camarão, para vice-governador; além de Lula, para presidente da República.
No dia 22 de junho de 2022, Flávio Dino não apenas dividiu foto, como também dividiu palanque com O movimento ‘O Maranhão não pode parar’ realizou outro grande evento. Reuniu no barracão da Escola Favela do Samba, nessa quarta-feira (22), mais de 3 mil pessoas em apoio às pré-candidaturas do governador Carlos Brandão, para reeleição; de Flávio Dino, para senador; de Felipe Camarão, para vice-governador; além de Lula, para presidente da República.
19
ago

Senadora Eliziane resgistra candidatura como “divorciada”, mas nas redes sociais sustenta que não está separada de Inácio Melo

Senadora Eliziane diz que está divorciada à Justiça Eleitoral, mas nas redes sociais sustenta que não está separada de Inácio Melo.
Senadora Eliziane diz que está divorciada à Justiça Eleitoral, mas nas redes sociais sustenta que não está separada de Inácio Melo.

No sistema do Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais da Justiça Eleitoral, a senadora Eliziane Gama, do PT, registrou sua candidatura à reeleição com o estado civil de “divorciada”, contudo, nas redes sociais a petista deixa claro que é casada com Inácio Cavalcante Melo Neto, ex-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

No dia 16 de dezembro de 2024, o Blog do Domingos Costa publicou em primeira mão que Inácio e Eliziane tinham terminado o casamento de 07 (sete) anos, ocorre que no dia seguinte eles vieram a público por meio de publicações nos storys de suas contas no Instagram e negaram o fim do do relacionamento.

Primeiro, Inácio marcou a Senadora em sua publicação e afirmou que ela “ainda não recebeu a notícia”. Melo brincou e disse que resta sorrir. “Fiquei sabendo por aí que estou solteiro, inventaram mentira até do meu casamento, o que me resta é sorrir”, escreveu.

A publicação de Melo foi compartilhada por Eliziane, mas em seguida ela apagou e fez um post diferente. “Gente do céu não tô separada não. Casei para ficar casada para sempre”, escreveu a Senadora.

Desde então, nenhum dos dois veio a público falar sobre o casamento ou ventilar separação, porém, nunca mais foram vistos juntos nem em público e muito menos em redes sociais.

O motivo deste post é por se tratar de uma agente pública, detentora de cargo pública e que está pleiteando nestas eleições mais oito anos de vida pública, portanto, o assunto tem interesse público. Nada pessoal.

19
ago

Relatório da PF diz que blogueiro do Maranhão não cometeu crime apontado por Alexandre de Moraes

Reprodução : O Globo

Em decisão, ministro vê “indícios relevantes”de crime que investigadores disseram em relatório de inteligência não ter identificado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que baseou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ordenar busca e apreensão sobre a fonte do blogueiro Luís Pablo por ter publicado reportagens questionando o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino, afirma não haver indício de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista e nem ser possível “apontar com máxima certeza” que ele recebeu dinheiro para fazer matérias sobre Dino.

Ainda assim, o ministro Alexandre de Moraes escreveu em sua decisão ter identificado indícios relevantes de que Luís Pablo cometeu o crime de perseguição contra o colega de Corte ao citar a representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou a favor das diligências.

Dono de um blog sobre a política maranhense, Luís Pablo publicou a partir de novembro de 2025 reportagens sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do estado por Dino e seus familiares.

O ministro afirma que não houve uso irregular. Mas, por causa das matérias, em março deste ano o jornalista foi alvo de uma operação policial determinada por Moraes e teve dois celulares, um notebook e um pen drive apreendidos, o que permitiu que os investigadores rastreassem a fonte dele.

Ao ordenar a operação, Moraes defendeu haver risco à integridade física do colega de Supremo em razão “do suporte material (envio de informações e discussões sobre a redação e teor das matérias publicadas) e financeiro prestado a Luís Pablo, com indício de tentativas de exclusão de mensagens eletrônicas relevantes para a investigação”.

A investigação foi aberta a pedido de Dino. O ministro sorteado foi Cristiano Zanin, mas a ação foi redistribuída após o presidente do STF, Edson Fachin, decidir que o caso era análogo ao inquérito das fake news e ao das milícias digitais, dos quais Moraes já era relator.

Com essa primeira busca, os policiais descobriram que a fonte do blogueiro era o ex-secretário Raimundo Cutrim, também alvo de outro inquérito relativo ao assassinato de um funcionário da secretaria de Educação do Maranhão — este sob a relatoria de Dino, que governou o estado entre 2015 e 2022.

A partir daí, pediram autorização para uma segunda ação de busca e apreensão, realizada na semana passada.

O relatório sigiloso que baseou o pedido – e a que tivemos acesso – analisa em detalhes as mensagens trocadas entre a fonte e o jornalista, que mostram Cutrim enviando imagens e documentos a Luís Pablo.

Fica claro, porém, que o blogueiro recebeu o material por WhatsApp e chegou a se encontrar pessoalmente com a fonte, mas não participou de atos de perseguição. Para os investigadores, o blogueiro tem postura tendenciosa contrária a Flávio Dino e se dedica a fazer matérias que o colocam “como influente político contrário ao governo do Maranhão”.

Ao encaminhar o documento ao Supremo Tribunal Federal, o delegado Alberto Knoll diferenciou o jornalista da fonte. “Não se trata de acusar o jornalista do cometimento de tal crime, já que o mesmo, em tese, está acobertado pelo direito à liberdade de imprensa, amplamente reconhecido em nossos tribunais”.

Já sobre o ex-secretário, disse que “a conduta de possível agente público que acessa dados restritos e os divulga de forma irregular para publicação através de veículo de imprensa, essa sim pode ser enquadrada no crime tipificado no art. 325 do Código Penal (violação do sigilo funcional).”

Knoll ainda chama a atenção para uma transação de compra de um terreno que teve uma de suas parcelas pagas pelo advogado Diogo Lima, que foi secretário de Habitação de São Luís na gestão de um aliado de Dino, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas também não associa a conduta do jornalista ao crime de perseguição.

– Notas e compra de terreno

No relatório de inteligência sobre o conteúdo apreendido no computador de Luís Pablo, os investigadores localizaram diversos diálogos no qual o jornalista encaminha a Diogo Lima matérias críticas a Flávio Dino, sobre as quais o advogado dá palpites, chegando a sugerir alterações no texto. Lima também foi alvo das buscas ordenadas por Moraes na semana passada.

Em uma das conversas, os dois tratam sobre uma transferência para uma conta bancária de Danilo Cutrim Bezerra, veterinário que vendeu um terreno a Luís Pablo.

Apesar de o sobrenome ser semelhante ao da fonte, Raimundo Cutrim, a PF diz que não é possível concluir se os dois são parentes ou não. “Verificou-se ainda que o sobrenome Cutrim tem elevada incidência no Estado do Maranhão, segundo fontes do IBGE, sendo utilizado por aproximadamente 14.778 pessoas”.

As mensagens mostram que Diogo Lima envia fotos do comprovante do depósito de R$ 100 mil de uma conta dele para Danilo Cutrim. Segundo a própria Polícia Federal, o dinheiro foi usado para quitar um imóvel rural de R$ 461 mil adquirido pelo jornalista. A propriedade, ainda de acordo com a investigação, foi paga através de depósitos de múltiplas fontes pagadoras, incluindo Lima.

“Meu irmão não tem palavras [sic], mesmo sabendo que você é um cara que posso contar pra tudo, mas você me surpreende. Você é um cara de coração enorme, Deus te abençoe sempre”, escreveu Luís Pablo ao receber o comprovante de depósito.

“Oh meu irmão. Vc é muito querido pra mim [sic]. Não ia deixar vc perder seu sonho”.

As conversas também trazem notas fiscais emitidas em nome da Assembleia Legislativa do Maranhão em nome do Blog Luís Pablo com valores que alternavam de R$ 12 mil a R$ 17,5 mil.

Questionado sobre a origem do dinheiro, Luís Pablo afirmou que se referiam ao pagamento por banners de anúncio em seu blog. “Todo mês mando. Foi suspenso no mês passado em razão das eleições e da legislação eleitoral”, afirmou o jornalista. “Não é só para mim. São vários veículos de comunicação, entre blog, rádio e TV. [O valor] É pago pela agência de marketing que é contratada pela Assembleia”.

19
ago

Caso Tech Office: João Bosco não foi a primeira pessoa que Gilbson Cutrim assassinou; veja a ficha dos dois criminosos

Condenado pelo crime que ocorreu em 2022 teve progressão de pena dois anos depois, mesmo tendo extensa ficha criminal por sequência de assassinatos.

João Bosco Sobrinho Pereira, de 46 anos, morto a tiros por Gilbson Júnior, também tinha ficha criminal grande.
Gilbson Cutrim e João Bosco possuem ficha criminal grande.

Um assassino confesso, com extensa ficha criminal, tem sido a peça central das ações mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) no cenário maranhense. Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior, que tem 18 crimes, é autor dos tiros à queima-roupa  que resultaram na morte de João Bosco Pereira, num crime que aconteceu em 19 de agosto de 2022, no edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, em São Luís. E é o depoimento dele, apenas o depoimento dele que está sustentando as decisões do STF, sem provas anexadas.

Quando o crime ocorreu, Gilbson informou que assassinou João Bosco por desavença pessoal e que, em função disso, vinha recebendo ameaças de Bosco à vida dele e da família. “Eu cometi o crime contra Bosco porque ele me ameaçou, ameaçou meu filho. Eu, como pai, e tenho certeza que qualquer outra pessoa faria a mesma coisa. Meu filho tem 9 anos, dorme comigo. É minha vida. Em nenhum momento eu ia aproveitar isso para acusar uma pessoa que não tem nada a ver. Eu não me arrependo, porque eu fiz pelo meu filho. A história sou eu e Bosco, que era um bandido, ameaçador, sequestrador e que todo mundo sabe como terminou”, afirmou à época.
Gilbson Júnior foi condenado a 13 anos de prisão, em regime fechado.

Recentemente, o assassino confesso mudou a versão do caso junto ao STF, envolvendo personalidades políticas, o que resultou no afastamento de Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior foi condenado em 2024 e, pouco mais de dois anos depois de cumprir pena, obteve a progressão para o regime semiaberto, em maio de 2026. A decisão foi concedida pelo ministro Flávio Dino, do STF. A decisão foi possível após Dino avocar o processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o STF.

Porém, Gilbson Júnior é antigo conhecido do sistema prisional, respondendo por crimes como: homicídio por esfaqueamento em 2007, no Anjo da Guarda, em São Luís; homicídio com uso de arma de fogo ocorrido em agosto de 2022; homicídio e tentativa de homicídio a vítimas alvejadas em um veículo, em janeiro de 2023.

Após o assassinato contra João Bosco, Gilbson ainda se envolveu em outros crimes, chegando a ser preso em tentativa de assalto a agência bancária em São Luís, em 2024.

– João Bosco

João Bosco Sobrinho Pereira, de 46 anos, morto a tiros por Gilbson Júnior, também tinha ficha criminal grande.

Segundo a polícia, a vítima do homicídio tinha registros por homicídios, por estelionato e por ameaças. Quando foi executado, estava pronunciado pelo júri no Piauí, pelo crime de homicídio.

Ele foi nomeado em 2021 como servidor público estadual na Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) na gestão de Felipe Camarão, quando o ministro Flávio Dino era governador do estado.

19
ago

Filhos do prefeito de Açailândia são alvo de investigação por suspeita de nepotismo e favorecimento na saúde municipal

Ministério Público apura possível atuação de familiares de Benjamim de Oliveira como médicos e questiona remunerações pagas pelo município

Dr. Benjamim, prefeito de Açailândia.

Uma investigação do Ministério Público do Maranhão colocou sob apuração a atuação de filhos do prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira, na estrutura da saúde pública municipal. O procedimento investiga suspeitas de nepotismo, favorecimento pessoal e possível tratamento diferenciado na remuneração dos familiares do gestor.

A apuração começou após uma manifestação encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público, registrada sob o protocolo nº 53914022026, relatando que os filhos do prefeito estariam exercendo funções médicas no Hospital Municipal e em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Açailândia.

Segundo a denúncia que deu origem ao procedimento, os familiares do prefeito estariam recebendo remuneração superior à de outros profissionais médicos, sem que, até o momento, tivesse sido apresentada justificativa técnica ou funcional aparente para a diferença.

O Ministério Público afirma que realizou notificações e reiterações ao prefeito para obter esclarecimentos sobre os fatos, mas não recebeu uma resposta conclusiva capaz de esclarecer completamente as suspeitas. Diante disso, e com o prazo da Notícia de Fato encerrado, a Promotoria decidiu aprofundar a investigação.

A Notícia de Fato SIMP nº 001598-509/2026 foi convertida em Inquérito Civil, instrumento utilizado pelo Ministério Público para reunir documentos, informações e demais elementos que possam confirmar ou afastar as irregularidades apontadas.

Entre as primeiras medidas determinadas está uma requisição ao Secretário Municipal de Saúde de Açailândia, que terá prazo de 10 dias para apresentar informações e documentos sobre os filhos do prefeito.

A Secretaria deverá informar se eles trabalharam ou trabalham como médicos na estrutura da Prefeitura durante o atual mandato, indicar onde estão ou estiveram lotados, quais unidades de saúde receberam seus serviços, quanto receberam de remuneração ou outras vantagens e durante qual período exerceram as atividades.

A investigação poderá esclarecer, portanto, não apenas se os familiares efetivamente prestaram serviços médicos ao município, mas também em quais condições foram contratados, quanto receberam dos cofres públicos e se houve eventual tratamento diferenciado em relação aos demais profissionais.

Até o momento, o documento do Ministério Público não conclui que houve nepotismo, favorecimento ou qualquer irregularidade, mas determina a apuração das suspeitas apresentadas à Ouvidoria. Os investigados também deverão ter oportunidade de apresentar esclarecimentos durante o procedimento.

O Inquérito Civil é conduzido pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia.

A portaria foi disponibilizada em 14 de agosto de 2026 e publicada nesta segunda-feira, 17 de agosto, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, Edição nº 157/2026.

19
ago

Suspeitas de montagem e fraude colocam licitação de Alto Alegre do Maranhão na mira do Ministério Público

Inquérito Civil vai aprofundar apuração sobre possíveis irregularidades no processo de contratação pública

Nilsilene do Liorne, prefeita de Alto Alegre do Maranhão.

Um processo de contratação realizado pela Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão entrou na mira do Ministério Público do Maranhão após a identificação de possíveis inconsistências técnicas, indícios de montagem, fraude e restrição à competitividade no Pregão Eletrônico nº 12/2022.

A apuração busca esclarecer se o procedimento licitatório apresentou algum tipo de direcionamento ou manipulação capaz de limitar a participação de empresas interessadas, além de verificar a eventual responsabilidade de agentes públicos e particulares envolvidos no certame.

O caso não é novo. O procedimento teve origem em uma Notícia de Fato, posteriormente transformada em Procedimento Administrativo, inicialmente destinado a verificar a observância dos princípios da publicidade e da transparência em contratações relacionadas às festividades carnavalescas de 2023.

Durante a apuração, porém, o Ministério Público identificou questões consideradas relevantes especificamente no Pregão Eletrônico nº 12/2022 de Alto Alegre do Maranhão, levando à continuidade da investigação exclusivamente em relação a esse município.

Segundo a portaria, as inconsistências encontradas possuem natureza técnica e envolvem indícios de montagem, possíveis fraudes e restrição à competitividade, circunstâncias que, para o Ministério Público, justificam o aprofundamento da investigação para determinar a materialidade dos fatos e identificar quem eventualmente possa ter participado das irregularidades.

Diante dos indícios, o procedimento foi convertido em Inquérito Civil, registrado sob o SIMP nº 000220-068/2023. A investigação terá prazo inicial de um ano para conclusão e ficará sob a presidência do promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar, titular da 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão.

O Ministério Público determinou ainda a realização das diligências necessárias para reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer como ocorreu o pregão, verificar a existência de eventual direcionamento e identificar possíveis responsáveis.

A investigação poderá resultar, conforme os elementos que forem reunidos, na adoção das medidas cabíveis contra agentes públicos ou particulares, caso sejam comprovadas irregularidades.

É importante destacar que a instauração do Inquérito Civil não significa que os envolvidos já tenham sido responsabilizados ou que as suspeitas estejam comprovadas.

O procedimento tem justamente a finalidade de aprofundar a apuração e verificar a procedência dos indícios apontados pelo Ministério Público.

A portaria foi assinada eletronicamente pelo promotor Thiago Lima Aguiar em 6 de agosto de 2026 e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 17 de agosto de 2026, na Edição nº 157/2026, disponibilizada em 14 de agosto.

1 2 3 2.363