25
maio

Mesmo com vídeo de Lula, Camarão aparece em último com apenas 4,6% das intenções de votos 

Pelo Jornalista Domingos Costa

De acordo com a pesquisa Econométrica, Camarão possui apenas 4,6% das intenções de votos. 

O pré-candidato a governo do Maranhão, Felipe Camarão, do PT, continua em último colocado em todas as pesquisas de intenção de votos.

A última que atestou os números foi a pesquisa Econométrica/O imparcial que ouviu 1.607 eleitores no final do mês de maio de 2026. O levantamento possui intervalo de confiança de 95%.

No cenário estimulado, Orleans Brandão aparece com 39,1% das intenções de voto, e Braide 39,6%, diferença mínima dentro da margem da pesquisa. Em terceiro lugar surge Lahesio Bonfim, com 8,6%, seguido de Felipe Camarão, com 4,6%. Os que declararam voto nulo somam 1,7%, enquanto 6,3% disseram não saber ou preferiram não responder.

Para além de ser ó último colocado, Camarão também é o mais rejeitado na opinião dos maranhenses.

Pelos números, percebe-se que o vídeo gravado entre o presidente Lula e o vice-governador a pedido do ministro Flávio Dino, não deu muito resultado na opinião dos maranhenses.


LEIA TAMBÉM:

Pesquisas do Inop e Econométrica atestam Felipe Camarão em último lugar na disputa pelo governo do Maranhão

Paraná pesquisa mostra o crescimento exponencial de Orleans Brandão; a estagnação de Braide; Lahésio caindo e Camarão na lanterna

No dia da visita de Lula ao Maranhão, Camarão bate recorde e aparece pela 6ª vez em último lugar em pesquisa 

25
maio

Contrato de R$ 4,7 milhões de medicamentos sob suspeita de fraude e superfaturamento em Buritirana

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeito Tony Brandão, do município de Buritirana, é alvo de investigação do Ministério Público.

Prefeito Tony Brandão, do município de Buritirana, é alvo de investigação do Ministério Público.

O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em uma série de contratos firmados pela Prefeitura de Buritirana/MA com a empresa C.M. Distribuidora e Representações de Medicamentos Ltda., envolvendo fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares.

A investigação foi oficializada por meio da Portaria nº 19/2026 – PJSER, assinada pelo promotor de Justiça João Cláudio de Barros, com publicação no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 14 de maio de 2026.

Segundo o procedimento, as contratações investigadas somam aproximadamente R$ 4.679.309,37 e abrangem diversos contratos firmados entre os anos de 2021 e 2025 junto à Secretaria Municipal de Saúde.

As apurações tiveram origem em Relatório de Inteligência Financeira encaminhado pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), posteriormente analisado pelo LAB-LD/GAECO, que identificou indícios de movimentações financeiras suspeitas envolvendo a empresa contratada, incluindo possíveis repasses de recursos a servidores públicos e agentes políticos sem justificativa legal aparente.

Além das movimentações financeiras atípicas, o Ministério Público aponta suspeitas de direcionamento licitatório, fraude em processos de contratação, baixa competitividade em pregões, pagamentos sem entrega de produtos, sobrepreço, superfaturamento e possível desvio de recursos públicos.

A análise preliminar também revelou que alguns certames apresentaram baixa concorrência, incluindo licitações com participante único, o que amplia as suspeitas sobre a regularidade dos processos.

Diante da gravidade dos indícios, o promotor determinou a conversão do procedimento administrativo em Inquérito Civil para aprofundamento das investigações, com objetivo de identificar responsabilidades, possíveis atos de improbidade administrativa e eventuais danos ao erário.

O caso coloca sob forte escrutínio a gestão de recursos da saúde pública em Buritirana, especialmente diante do elevado volume financeiro envolvido e da suspeita de irregularidades que podem ter comprometido recursos destinados ao atendimento da população.

25
maio

Matões tem área de mais de 2 mil hectares desmatada ilegalmente e caso vira alvo de investigação do Ministério Público

Pelo Jornalista Domingos Costa

Imagem meramente ilustrativa…

Publicada em 29 de abril de 2026, uma portaria do Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou inquérito civil para apurar um grave caso de desmatamento ilegal no município de Matões.

A investigação envolve a empresa New Times Agribusiness Ltda, autuada pelo IBAMA por realizar o desmatamento a corte raso de uma área de 2.291,30 hectares de vegetação nativa do bioma Cerrado, na Fazenda Alvorada, sem a devida autorização dos órgãos ambientais competentes.

Segundo o Ministério Público, o caso teve origem em uma Notícia de Fato que reuniu elementos apontando a existência de dano ambiental de grande proporção. O auto de infração do IBAMA confirma a supressão irregular da vegetação, o que pode configurar tanto infração administrativa quanto crime ambiental, além de gerar obrigação de reparação dos danos causados.

Diante da gravidade e da necessidade de aprofundamento das investigações, o procedimento foi convertido em inquérito civil, com o objetivo de apurar a extensão do dano ambiental, verificar a regularidade da propriedade e responsabilizar os envolvidos.

O Ministério Público também solicitou novas informações ao IBAMA e pediu análise técnica especializada para esclarecer se há sobreposição de autuações com outros órgãos ambientais, como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, além de avaliar se as medidas de recuperação ambiental apresentadas são suficientes para compensar os prejuízos causados.

A apuração ainda deverá indicar se a conduta pode ser enquadrada como crime ambiental, o que pode levar à adoção de medidas judiciais, incluindo ação civil pública e eventual responsabilização penal.

O caso segue em investigação e chama atenção pelo tamanho da área desmatada, considerada expressiva mesmo para padrões rurais, reforçando o alerta sobre a preservação do bioma Cerrado no Maranhão.

23
maio

Escondido das redes sociais, Senadora Ana Paula e Dep. Othelino Neto fazem aniversário de quase R$ 1 milhão

Pelo Jornalista Domingos Costa

Atrações nacionais, whiskys, espumantes e drinks importados, pratos de buffet internacionais produzidos por um renomado chef de cozinha, iluminação e decoração temática, estrutura direto de São Paulo e muita ostentação, tudo isso e, mais um pouco, fez parte do aniversário de 15 anos do jovem Othelino José Dias Lobato Novas Alves, filho da Senadora Ana Paula Lobato e do deputado federal Othelino Neto, ambos do PSB maranhense.

O Blog do Domingos Costa, curioso que é, conseguiu “furar” algumas fotos e vídeo da “festa ostentação”, que aconteceu na noite desta sexta-feira (22) no Palazzo Eventos bairro do Araçagi, nas proximidades da MA 203, perímetro do município de São José de Ribamar.

Entre as atrações do mega evento, o cantor Felipe Amorim, Lipe Lucena e outros, cujo cachês exclusivamente para eventos privados de aniversário são avaliados, juntos, em cerca de 600 mil reais. Somando com os demais gastos de estrutura, bebidas, comidas e adicionais, a festança foi avaliada em mais de R$ 1 milhão.

Não faltou alegria no aniversário do filho dos políticos “socialistas”. Só que tem um detalhe: a Senadora Ana Paula Lobato e do deputado federal Othelino Neto, ambos do PSB maranhense, nada publicaram em suas redes sociais, portanto, esconderam a festa de aniversário do filho do povo do Maranhão.

Vale destacar que a “festa ostentação” destoa completamente do posicionamento político do Deputado Othelino Neto, é que ele é árduo crítico da situação de pobreza do Maranhão…

Ah, antes que o Blog do DC esqueça, parabéns ao jovem Othelino José Dias Lobato Novas Alves, vida longa!


LEIA TAMBÉM:

Todo “estiloso”, Othelino é flagrado nos EUA pela segunda vez em oito meses; mas por que o deputado esconde suas viagens?

Crítico da pobreza do MA, Dep. Othelino Neto comemora o aniversário da esposa com festa de arromba em Miami

23
maio

Quem é o parlamentar por trás do projeto que pode mudar a vida de pacientes com câncer no Brasil 

Pelo Jornalista Domingos Costa

PL de Pedro Lucas avança na Câmara e fortalece a saúde pública.

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) aprovou o PL 244/2019, de autoria do deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), que cria o Fundo Nacional de Combate ao Câncer e de Assistência a Portadores.

A proposta amplia os recursos destinados à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil, fortalecendo as políticas públicas de saúde e garantindo mais apoio aos pacientes.

O projeto também prevê investimentos na assistência e no enfrentamento da doença com recursos provenientes de impostos sobre cigarros, bebidas alcoólicas e loterias.

A matéria segue para ser analisada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

22
maio

Fenômeno meteorológico atinge diversos bairros de São Luís 

Pelo Jornalista Domingos Costa

Fortes ventos, raios e muita chuva causaram destruição em diversos bairros da capital maranhense na tarde desta sexta-feira (22).

Uma das localidades atingidas foi o São Cristóvão, lojas, comércios e residência foram danificadas e tiveram suas fachadas levadas pela forte ventania.

Há registros também de destruição por conta do fenômeno meteorológico no bairro do Araçagi, um posto de combustível veio ao chão, assim como muros de terrenos.

Para se ter noção dos fortes ventos, postes caíram e telhados se diversas residência foram jogados longe.

22
maio

Aquisição, instalação e manutenção de ar-condicionado na mira do TCE-MA em Presidente Médici

Pelo Jornalista Domingos Costa
Empresa denuncia irregularidades em licitação de ar-condicionado e TCE mantém apuração em Presidente Médici

Empresa denuncia irregularidades em licitação de ar-condicionado e TCE mantém apuração em Presidente Médici.

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) decidiu manter o andamento da representação que apura irregularidades no Pregão Eletrônico SRP nº 03/2026 da Prefeitura de Presidente Médici. A licitação prevê a contratação de empresa especializada para aquisição, instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado destinados às secretarias municipais, na gestão do prefeito Caçula Coelho (foto).

A representação foi apresentada pela empresa DENILSON F. SOARES, que aponta possíveis falhas na condução do processo licitatório, atribuindo responsabilidades ao secretário municipal de Administração e Planejamento, Edvane Rubem Teodoro, e ao pregoeiro Jefferson Carlos Carvalho Sousa.

O caso tramita com pedido de medida cautelar, mecanismo utilizado para suspender ou impedir atos administrativos enquanto o mérito da denúncia é analisado pelo Tribunal.

Segundo os autos, o relator do processo, conselheiro Marcelo Tavares Silva, determinou a notificação dos gestores para apresentação de esclarecimentos preliminares no prazo de cinco dias úteis, conforme estabelece a Lei Orgânica do TCE-MA.

As notificações foram expedidas no dia 8 de maio de 2026. Dentro do prazo, o pregoeiro Jefferson Carlos Carvalho Sousa solicitou a prorrogação do período para manifestação, alegando necessidade de reunir documentação e informações necessárias para responder às acusações.

No entanto, o pedido foi negado pelo relator. Na decisão, Marcelo Tavares Silva destacou que a fase atual do processo possui caráter preliminar e serve apenas para subsidiar a análise da medida cautelar, não se confundindo com a fase de defesa ampla dos investigados.

O conselheiro também ressaltou que o artigo 75 da Lei nº 8.258/2005 não prevê prorrogação do prazo nessa etapa inicial, enfatizando a necessidade de garantir celeridade ao procedimento fiscalizatório.

“A não concessão do pedido de prorrogação, neste momento, não prejudicará a futura apresentação da defesa completa dos gestores responsáveis”, destacou o relator na decisão publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA.

Com isso, o Tribunal determinou o retorno dos autos à assessoria técnica do gabinete para acompanhamento do encerramento do prazo das manifestações, etapa necessária antes da análise definitiva sobre eventual concessão da medida cautelar solicitada pela empresa denunciante.

A investigação ocorre em meio ao aumento da fiscalização de licitações públicas realizadas por municípios maranhenses, especialmente em contratos relacionados à manutenção predial, fornecimento de equipamentos e prestação de serviços continuados.

Caso sejam confirmadas irregularidades no certame, o processo poderá resultar em suspensão da licitação, aplicação de multas aos responsáveis e até determinação de anulação do procedimento administrativo.

A decisão foi assinada eletronicamente pelo conselheiro Marcelo Tavares Silva e publicada no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão em 18 de maio de 2026.

22
maio

Folha de pagamento da prefeitura de Lagoa Grande lotada de funcionários faz MP-MA abrir investigação

Pelo Jornalista Domingos Costa
Neres Policarpo, prefeito de Lagoa Grande do Maranhão.

Neres Policarpo, prefeito de Lagoa Grande do Maranhão.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas ao excesso de gastos com pessoal na Prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão.

A medida foi adotada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lago da Pedra após indícios de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

De acordo com o procedimento, a apuração teve origem em comunicação encaminhada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa (CAOP/PROAD), com base em documentos enviados pelo Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Os dados apontaram que o município teria ultrapassado o limite prudencial de despesas com pessoal, alcançando o percentual de 51,3% da Receita Corrente Líquida.

Segundo o Ministério Público, a Notícia de Fato foi instaurada para verificar possíveis violações ao artigo 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece restrições para municípios que excedem os limites de gastos com servidores.

Durante as diligências iniciais, a Prefeitura informou que conseguiu reduzir os índices nos quadrimestres seguintes de 2025, demonstrando aparente retorno aos parâmetros legais. No entanto, o órgão ministerial identificou lacunas na documentação apresentada pelo município, especialmente quanto à ausência de informações detalhadas sobre atos administrativos praticados durante o período em que vigoravam as restrições previstas pela LRF.

Entre os pontos que serão investigados estão possíveis nomeações de servidores comissionados, contratações temporárias, concessão de gratificações, pagamento de horas extras e criação de cargos públicos em período vedado pela legislação fiscal.

Para aprofundar a apuração, o Ministério Público determinou o envio, por parte da Prefeitura de Lagoa Grande do Maranhão, de uma série de documentos e informações referentes ao período entre janeiro e maio de 2025.

Entre eles estão: 1- Relação completa de nomeações e contratações realizadas; 2- Cópias de portarias e contratos administrativos; 3- Folhas de pagamento detalhadas; 4- Informações sobre possíveis admissões de servidores efetivos; 5- Leis, decretos e atos normativos que tenham criado cargos ou alterado vantagens remuneratórias.

O procedimento também busca verificar se eventuais admissões ocorreram dentro das exceções previstas pela própria Lei de Responsabilidade Fiscal, como reposições nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

O promotor de Justiça Aarão Carlos Lima Castro destacou que a continuidade das investigações é necessária para assegurar a proteção do patrimônio público e da moralidade administrativa.

Caso sejam constatadas irregularidades, o município e os responsáveis poderão ser alvo de medidas judiciais e administrativas.

22
maio

Irregularidades nos descontos de empréstimos consignados em Alto Alegre do Maranhão

Pelo Jornalista Domingos Costa
prefeita Nilsilene do Liorne, de Alto Alegre do Maranhão.

Prefeita Nilsilene do Liorne, de Alto Alegre do Maranhão.

O Ministério Público do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para investigar possíveis irregularidades nos descontos de empréstimos consignados realizados na folha de pagamento de servidores públicos do município de Alto Alegre do Maranhão.

A medida foi oficializada pela 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão, por meio da Portaria de Instauração nº 12/2026, assinada pelo promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar.

Segundo o Ministério Público, a investigação teve origem em representação apresentada pelo SINDSAAMA — Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alto Alegre do Maranhão, que denunciou supostas falhas no repasse dos valores descontados dos salários dos servidores ao Banco Bradesco.

De acordo com a denúncia, embora os descontos dos empréstimos consignados estivessem sendo realizados diretamente nos contracheques dos servidores municipais, os valores não teriam sido devidamente transferidos à instituição financeira conveniada. A situação, conforme apura o MPMA, pode ter provocado sérios prejuízos aos trabalhadores, incluindo cobranças bancárias indevidas, incidência de juros, restrições de crédito, negativação do nome e dificuldades financeiras para os servidores afetados.

O Ministério Público destacou que os empréstimos consignados possuem desconto automático justamente para garantir segurança financeira nas operações bancárias, sendo obrigação do ente público efetuar os repasses corretamente às instituições financeiras. A Promotoria também ressaltou a necessidade de acompanhamento contínuo do caso para assegurar a regularização dos pagamentos e impedir que os servidores continuem sofrendo prejuízos decorrentes da suposta inadimplência da administração municipal.

Como primeiras providências da investigação, o Ministério Público determinou a instauração formal do Procedimento Administrativo, o registro do caso no sistema SIMP e a designação de servidoras para auxiliar nos trabalhos investigatórios. Também foi expedido ofício à prefeita de Alto Alegre do Maranhão para que apresente, no prazo de 10 dias, comprovantes de quitação dos repasses em atraso. Além disso, o Banco Bradesco deverá encaminhar uma lista atualizada dos servidores que possuem pendências relacionadas à ausência de repasses realizados pelo município.

O objetivo da investigação é apurar a extensão das irregularidades, identificar eventuais responsabilidades administrativas e garantir a proteção dos direitos dos servidores públicos municipais afetados pela situação.

22
maio

Fraude em licitação para recuperação de estradas vicinais na prefeitura de Conceição do Lago Açu

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.

Prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar ilegalidades na Concorrência Eletrônica nº 005/2025, realizada pela Prefeitura de Conceição do Lago Açu/MA para contratação de empresa de engenharia responsável pela recuperação de estradas vicinais do município.

A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 53/2026, assinada pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal.

De acordo com o documento, a apuração teve origem na Notícia de Fato nº 008069-509/2025, instaurada ainda em novembro de 2025, após denúncias envolvendo possíveis violações aos princípios da legalidade administrativa, isonomia e transparência no processo licitatório.

Segundo o Ministério Público, o prazo inicial da Notícia de Fato foi encerrado sem que todas as diligências necessárias fossem concluídas, tornando indispensável a conversão do procedimento em Inquérito Civil para aprofundamento das investigações.

Entre os pontos investigados estão possíveis falhas na condução do certame, ausência de informações técnicas consideradas essenciais e suposta omissão de agentes públicos em fornecer documentos requisitados pela Promotoria.

O MP determinou a expedição de novas requisições ao Agente de Contratação e ao Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura de Conceição do Lago Açu, cobrando o envio da documentação completa da concorrência eletrônica.

A Promotoria advertiu ainda que a eventual continuidade da omissão no fornecimento de dados poderá configurar crime previsto no artigo 10 da Lei da Ação Civil Pública, além de possível ato de improbidade administrativa.

O objetivo do procedimento é reunir elementos que permitam verificar se houve favorecimento indevido, irregularidades administrativas ou prejuízos ao interesse público durante a contratação da empresa responsável pelas obras de recuperação das estradas vicinais.

O caso seguirá sob acompanhamento do Ministério Público, que poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais conforme o avanço das investigações.

1 2 3 2.324