27
mar

Milícia digital usa telefone do criminoso Gilbson Cutrim para espalhar fake news feita por IA nas redes sociais do MA

Pelo Jornalista Domingos Costa
número usado para espalhar fake news é o 98 98875-4154, registrado em nome do preso condenado, Gilbson Cutrim. Um vídeo apócrifo com notícia falsa foi publicado no em um grupo de WhatsApp intitulado "Tribuna MA".

Número usado para espalhar fake news é o 98 98875-4154, registrado em nome do preso condenado, Gilbson Cutrim. Um vídeo apócrifo com notícia falsa foi publicado no em um grupo de WhatsApp intitulado “Tribuna MA”.

Uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos montou uma verdadeira “milícia digital” com o intuito de propagar noticias falas, as chamadas Fake News, contra autoridades maranhenses, políticos e até pessoas físicas.

Esse grupo criminoso usa o mecanismo da IA (Inteligência Artificial) para criar vídeos com narrativas fictícias e sem nenhum lastro de provas.

Esta semana, por exemplo, um desses vídeos apócrifos foi proliferado em grupo do aplicativo de trocas de mensagens WhatsApp. E, pasmem, o número usado para espalhar as fakes news produzidos por IA pertence a um preso condenado pela justiça por assassinato e outros diversos crimes.

Trata-se de Gilbson César Soares Cutrim Júnior, criminoso que assassinou de forma brutal e à luz do dia o funcionário Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), João Bosco Sobrinho Pereira, no dia 19 de agosto de 2022, na frente do edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, bairro Ponta D’Areia, em São Luís.

Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, o número usado para espalhar fake news é o 98 98875-4154, registrado em nome do preso condenado, Gilbson Cutrim. Um vídeo apócrifo com notícia falsa foi publicado no grupo de WhatsApp intitulado “Tribuna MA”.

O caso foi denunciado na SEIC – Superintendente Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e está sendo investigado pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT) da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA).

Uma das linhas de investigação é saber se o senhor César Cutrim, pai do criminoso Gilbson, está usando o número de celular pertencente ao filho.

27
mar

Dino manda ofício para Carmém Lúcia, do TSE, e informa que Pastor Gildenemir e Josimar não podem disputar eleições 

Pelo Jornalista Domingos Costa
Flávio Dino fez questão comunicar ao TSE sobre a inelegibilidade de Josimar e Pastor Gil

Flávio Dino fez questão comunicar ao TSE sobre a inelegibilidade de Josimar e Pastor Gil.

Nesta quinta-feira (26), o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmém Lúcia, sobre a inelegibilidade dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente João Bosco (PL-SE), em função da condenação por corrupção passiva, com penas variando entre 5 e 6 anos de prisão em regime semiaberto.

“Comunico a Vossa Excelência, para os fins do art. 1º, I, e, da Lei Complementar n. 64/90, que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu, nos autos em epígrafe, julgamento colegiado nos termos da certidão de cópia anexa”, afirmou o ministro.

Com a condenação, os parlamentares ficam inelegíveis com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a atual redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.

27
mar

Thiago Brasil, o ajudante de ordens de R$ 10 milhões de Felipe Camarão…

Pelo Jornalista Domingos Costa

PM ligado ao petista vice-governador do Maranhão movimentou R$ 9,6 milhões, diz MP.  Levantamentos do Coaf identificaram que o tenente-coronel declarava renda de R$ 21 mil, mas teria movimentado quase R$ 10 milhões em um ano.

Ajudante de ordens de Felipe Camarão movimentou quase R$ 10 milhões em um ano meio e pagou contas do vice-governador

Ajudante de ordens de Felipe Camarão movimentou quase R$ 10 milhões em um ano meio e pagou contas do vice-governador.

Reportagem das jornalistas Mirelle Pinheiro e Letícia Guedes, do Metropoles

Ao pedir o afastamento cautelar do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), no âmbito da investigação que apura movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada e o uso de terceiros para a circulação de recursos, o Ministério Público do estado revelou que policiais militares lotados no Gabinete Militar do governo também estariam envolvidos no suposto esquema criminoso.

Levantamentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram que o tenente-coronel Thiago Brasil Arruda movimentou mais de R$ 9,6 milhões em contas bancárias entre maio de 2023 e novembro de 2024, valor considerado incompatível com sua renda oficial.

p policial militar Thiago Brasil Arruda (tenente-coronel), era o “ajudante de ordens”, que fazia parte da equipe de segurança pessoal do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão.

No período analisado, ele teria movimentado cerca de R$ 4,8 milhões em créditos e R$ 4,7 milhões em débitos. Os valores registrados, segundo o MP, estão em desacordo com a renda mensal do tenente-coronel, uma vez que a remuneração declarada é de quase R$ 21 mil, que representa apenas 7,1% do total de valores que ingressaram em suas contas durante esse período.

Para o Ministério Público, a gravidade do fato não está apenas no expressivo montante movimentado, mas, sobretudo, na constatação de que os valores recebidos não permaneciam concentrados na esfera patrimonial do policial, sendo rapidamente pulverizados e direcionados a terceiros.

– As fraudes

Ainda conforme os autos acessados pela coluna, parte dos valores movimentados pelo policial teria sido rapidamente transferida, inclusive, a pessoas ligadas ao núcleo familiar e político do vice-governador Camarão.

Ainda conforme o relatório, o oficial teria utilizado a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste no fracionamento de depósitos em dinheiro vivo para dificultar o rastreamento por órgãos de controle financeiro.

Nesse contexto, mais de R$ 1 milhão teria sido depositado em espécie de forma fragmentada, com o objetivo de evitar alertas automáticos das autoridades responsáveis pela fiscalização de movimentações suspeitas.

– Afastamento

A apuração integra um procedimento investigatório criminal que também resultou em pedido de afastamento cautelar de agentes públicos, sob o argumento de que a permanência nos cargos poderia comprometer a coleta de provas e a continuidade das investigações.

O nome do vice-governador Camarão e o de Thiago Brasil Arruda constam na lista de agentes cujo afastamento das funções foi solicitado em caráter emergencial.

O caso segue sob análise do Tribunal de Justiça do Maranhão.

– “Perseguição”

Após o pedido do MPMA, o vice-governador afirmou ser alvo de uma “campanha jurídico-midiática” pelo governo do Maranhão.

“Tomei conhecimento, exclusivamente pela mídia, sobre acusações movidas pelo chefe do Ministério Público do Estado do Maranhão contra mim. Trata-se de uma peça criada para beneficiar as intenções eleitorais do senhor governador Carlos Brandão, que, de forma irresponsável, manipula as instituições do estado do Maranhão para atingir seus adversários”, alegou Camarão, em nota.

– A atuação do vice

Dados reunidos pelo Ministério Público indicam que o vice-governador recebeu R$ 1,72 milhão em créditos salariais no período analisado, além de R$ 4,64 milhões em créditos de outras origens. Também foram registrados 230 depósitos sem identificação de origem e R$ 360 mil em valores fracionados.

“O fluxo financeiro expressivo, com ingressos que extrapolam a renda formalmente identificada, projeta dúvida quanto à origem dos valores”, afirma o documento.

O relatório indica que a conta principal do vice-governador registrou mais de R$ 6,3 milhões em saídas financeiras, abrangendo despesas com cartão de crédito, gastos imobiliários e repasses a terceiros.

O vice-governador nega qualquer irregularidade, afirma que os recursos citados têm origem lícita e que foram devidamente declarados, inclusive à Receita Federal.


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27
mar

Dino “puxa” para o STF e vira relator do caso Gilbson Cutrim, que assassinou um funcionário do governo dinista

Pelo Jornalista Domingos Costa

Gilbson César Soares Cutrim Júnior, criminoso de alta periculosidade, assassinou a luz do dia, João Bosco Sobrinho Pereira, nomeado no dia 30 de novembro de 2021 no cargo de Auxiliar Técnico II, Simbolo DAI-5, pelo secretário Felipe Camarão, período que Flávio Dino era governador do Maranhão.

Camarão nomeou João Bosco Sobrinho Pereira na Seduc em novembro de 2021 no cargo de Auxiliar Técnico II, Simbolo DAI-5.

Camarão nomeou João Bosco Sobrinho Pereira na Seduc em novembro de 2021 no cargo de Auxiliar Técnico II, Simbolo DAI-5.

Uma reportagem assinada pelo jornalista Vinícius Valfré , do Estadão, diz que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e assumiu ele mesmo a relatoria de um inquérito sobre um assassinato ocorrido em São Luís (MA), em 2022, que cita familiares do governador Carlos Brandão (PSB). A investigação apura também uma suposta pressão do senador Weverton Rocha (PDT-MA) para travar o caso no STJ.

Como novo relator da investigação, Dino já determinou o bloqueio de uma apuração da Polícia Civil do Maranhão que mirava denúncias feitas pela mulher do assassino contra aliados do governo. Segundo o ministro, havia “perigo de interferência” na investigação federal.

Procurado, o governo do Maranhão afirmou que chama a atenção o fato de o próprio ministro ter avocado para si a relatoria de “mais um processo que, novamente, envolve narrativas direcionadas contra o governador Carlos Brandão” e que “causa estranheza a tentativa de conectar temas de naturezas completamente distintas”.

Weverton Rocha disse que “causa profunda estranheza que notícia sem fonte e sem base em fatos” seja usada para tentar ligá-lo a eventos com os quais não tem conexão. “Medidas protelatórias, com interesses inexplicáveis, somente estão a serviço de retardar o trabalho da Justiça e beneficiar o acusado em questão”, disse.

Dino foi procurado, por meio da equipe, e não se manifestou.

O novo inquérito, conduzido pela Polícia Federal desde maio do ano passado, foi aberto depois da investigação estadual que resultou na condenação do assassino a 13 anos de prisão. O inquérito federal investiga se o assassinato tem relação com uma suposta cobrança de propina.

Flávio Dino puxou para si o caso que estava no STJ depois de ser sorteado, em outubro, relator de um habeas corpus apresentado pelo assassino condenado Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior. Ao analisar o recurso, o ministro entendeu que a investigação tem relação com processos que já tramitam sob a supervisão dele.

A defesa do assassino alegava que havia transcorrido prazo para livramento condicional, mas o então relator, ministro Humberto Martins, do STJ, deixou de apreciar pedidos.

No recurso ao STF, a defesa também disse que Humberto Martins foi “desidioso” (negligente) em um caso que carrega elementos que indicam a participação de agentes políticos do Maranhão no crime.

Ao decidir que o caso deveria tramitar com ele, em 23 de novembro, o ministro Flávio Dino afirmou ter identificado, “em uma primeira análise”, uma marcha processual com “diversas anomalias”, “confusão processual”, “procedimentos desordenados” e uma “balbúrdia” que deixou requerimentos pendentes de deliberação.

Procurado pela reportagem, o gabinete do ministro Humberto Martins afirmou que todas as informações solicitadas no habeas corpus foram esclarecidas e enviadas ao novo relator, Flávio Dino.

Brandão foi vice de Dino quando o hoje ministro do STF governou o Maranhão por dois mandatos. O então governador deixou o Palácio dos Leões, em abril de 2022, para concorrer ao Senado. Brandão assumiu a cadeira e venceu as eleições, em outubro. Depois, eles foram se afastando até o rompimento. Hoje, os aliados de Dino são rivais do grupo de Brandão na política local.

Como novo responsável pelo caso, Flávio Dino deu uma decisão liminar, em 22 de fevereiro deste ano, para suspender uma outra investigação aberta na Polícia Civil do Maranhão contra a mulher de Gilbson Junior.

O que diz o governador

Em nota, o governo do Maranhão e o governador Carlos Brandão disse que “causa estranheza” a abordagem da reportagem porque eles ainda nem possuem a informação oficial sobre a mudança de tribunal.

Também destacou que o homicídio ocorreu em local público e o autor é confessou.

“Ele reiterou a mesma versão em mais de dez depoimentos formais, inclusive em gravação realizada em ambiente familiar”, disse.

A nota também pontuou que Dino está mais uma vez assumindo a relatoria de um caso que “envolve narrativas direcionadas contra o governador Carlos Brandão”.

O governo disse ainda que a origem do caso remonta a decisões administrativas tomadas à época pelo então secretário de Educação do governo Flávio Dino, Felipe Camarão “porque foi ele quem reconheceu e reativou uma cobrança que estava paralisada desde 2014, o que levou ao processamento do pagamento posteriormente disputado pelos envolvidos”.

Hoje vice-governador rompido com Brandão, Camarão afirma que o empenho e o pagamento do recurso para a empresa não foram realizados no período em que ele comandou a secretaria. Ele foi substituído quatro meses antes.

O governo criticou a suspensão das indicações ao TCE-MA por alegar que os ritos seguidos foram os mesmos adotados por Flávio Dino quando ele era governador e que o impasse mantém duas vagas desocupadas há quase dois anos.

Para o Palácio dos Leões, “causa estranheza” a decisão de Flávio Dino de conectar “temas de naturezas completamente distintas” e avocar a relatoria do caso para ele.

– Vítima era funcionário do governo Flávio Dino

João Bosco Sobrinho Pereira era funcionário da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) na gestão de Felipe Camarão, sob o governo Flávio Dino.  Ele foi morto por disparo de arma de fogo feito a queima-roupa por Gilbson César Soares Cutrim Júnior, no dia 19 de agosto de 2022, na frente do edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, bairro Ponta D’Areia, em São Luís.

O “cobrador de dívidas” João Bosco foi nomeado no dia 30 de novembro de 2021 no cargo de Auxiliar Técnico II, Simbolo DAI-5, período que Flávio Dino era governador do Maranhão. Curiosamente, nove meses depois de se tornar funcionário de Camarão, Bosco foi brutalmente assassinado.

Em dezembro de 2024, a Justiça do Maranhão condenou Gilbson César Soares Cutrim Júnior a 13 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime fechado, pela morte de João Bosco.

Hoje, os adversários do governador Carlos Brandão tentam desesperadamente fazer do assassinato de João Bosco um “escândalo político” para afetar as eleições de 2026, só estão “esquecendo” que as digitais do então secretário de Educação, Felipe Camarão, do PT, estão por todos os lados nesse caso.


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– VÍDEO: Marcus Brandão conta um pouco da história envolvendo Gilbson Júnior e João Bosco

27
mar

José Sarney abona ficha de filiação de Larissa DP no MDB

Pelo Jornalista Domingos Costa

No MDB, Larissa DP se consolida um dos principais quadros para eleições 2026.

Filiação de Larissa DP ao MDB é confirmada com assinatura de José Sarney.

Pré-candidata a deputada federal, a empresária Larissa DP formalizou, na manhã desta sexta-feira (21), sua filiação ao MDB do Maranhão, onde deve concorrer a uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano.

A filiação de Larissa DP foi assinada pelo ex-presidente José Sarney, um dos principais quadros políticos do partido no Brasil, demonstrando seu entrosamento e validação dentro da legenda.

“Estou muito feliz de ter essa honra, de ter a minha filiação referendada pelo presidente Sarney, motivo que me dá ainda mais garra para seguir nesse projeto que visa levar mais desenvolvimento para o Maranhão”, enfatizou Larissa DP.

“Estamos muito felizes porque o MDB está fortalecido com a presença de Larissa nos nossos quadros. Sem dúvida eu tô na porta de entrada para desejar-lhe a maior felicidade e êxito em sua permanecia no partido e em sua vitória eleitoral”, destacou o ex-presidente José Sarney.

A filiação ao MDB já era esperada pelos quadros políticos do partido e amplamente discutida entre a classe política maranhense, que enxerga que o partido será uma das legendas mais fortes na disputa para a Câmara Federal neste ano.

Larissa vem aparecendo com destaque em pesquisas pelo Maranhão e já é vista como uma das mais favoritas a ocupar uma das 18 vagas do estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027.

27
mar

PF e ICMBio deflagram operação nos Lençóis Maranhenses

Pelo Jornalista Domingos Costa

Ação conjunta com IBAMA, Corpo de Bombeiros e PMMA combate crimes ambientais, ameaças a servidores, tráfico de drogas e ocupações ilegais no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Ação integrada combate crimes ambientais, tráfico de drogas e ocupações ilegais.

A PF e o ICMBio deflagraram, nos dias 25 e 26 de março, a Operação Vormir, com apoio do IBAMA, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Maranhão.

A ação conjunta atacou diversos tipos de crimes na região dos Lençóis maranhenses. A investigação começou após o ICMBio ter relatado crimes de ameaças a seus servidores, dificuldades nas fiscalizações em razão de ações de organizações criminosas que promovem tráfico de drogas dentro do Parque Nacional, além de crimes de invasão de terras públicas.

Durante as ações, foram retiradas e inutilizadas várias cercas e casebres construidos ilegalmente.

Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante, por tráfico de drogas, na região do povoado Atins; na sede de Barreirinhas, o IBAMA autuou uma empresa que vendia carvão feito com madeira extraída ilegalmente do Parque, tendo sido instaurado inquérito policial específico pela Policia Federal.

Em outro inquérito, pessoas estão sendo intimadas para prestarem esclarecimento sobre uso de documentos falsos para permitir que veículos não autorizados acessassem o Parque dos Lençóis.

O nome da Operação faz alusão ao nome planeta fictício do filme Vingadores, que teve cenas gravadas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em 2017.

A Polícia Federal reforça que, além das infrações administrativas, a invasão de terras públicas para fins de ocupação ilegal é crime e que continuará com ações constantes em apoio aos trabalhos de fiscalização e autuação do ICMBio.

27
mar

VÍDEO: Horas após prometer mil votos para Fernando Braide, ex-prefeito sofre acidente e “escapa por um milagre”

Pelo Jornalista Domingos Costa

Na madrugada desta quinta-feira (26), Antônio Soares da Sena, conhecido popularmente como “Toinho Patioba”, ex-prefeito do município de Gonçalves Dias, sofreu um acidente ao retornar de São Luís para o interior do Maranhão.

O ex-prefeito não disse exatamente qual a rodovia onde ocorreu o acidente, mas em suas redes sociais, ele publicou vídeos e fotos de como ficou o carro – uma Toyota Hilux, de cor cinza – após o ocorrido.

“Na madrugada de hoje, eu e meu amigo Luan, olha o estrago que fez aqui o carro, desceu a ribanceira, o carro completamente estragado, danos materiais, mas nós estamos bem e tivemos um livramento, temos a agradecer a Deus por estarmos bem, narra Patioba no vídeo que publicou na sua conta no Instagram.

Horas antes do acidente, o ex-prefeito gonçalvino estava em São Luís em reunião com o deputado estadual Fernando Braide (PSD). No encontro, “Toinho” jurou de pés juntos que, em Gonçalves Dias, irá trabalhar “debaixo dos panos” para entregar pelo menos mil votos a Fernando, que é pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro.

“Boa conversa com o deputado Fernando Braide, alinhando e fortalecendo as ideias para o futuro. Seguimos firmes no propósito!”, escreveu Patioba em suas redes sociais junto com uma foto de Braide horas antes do acidente.

Chama atenção que embora tenha prometido mil votos para Fernando Braide, o ex-prefeito Toinho possui pelo menos outros dois pré-candidatos a deputado federal, Juscelino Filho e Dr Orlando.

26
mar

Orleans Brandão pede e Gleydson Resende filia no MDB para disputar vaga de deputado estadual

Pelo Jornalista Domingos Costa

Gleydson exibe ficha do MDB, partido que irá disputar as eleições deste ano como candidato a deputado estadual.

O prefeito de Barão de Grajaú, Gleydson Resende, oficializou nesta quinta-feira (26) a sua filiação ao MDB, após convite do presidente do partido no Maranhão, Orleans Brandão. A assinatura da ficha de filiação foi compartilhado pelo próprio gestor em suas redes sociais.

A movimentação reforça o cenário político para as eleições estaduais e consolida a pré-candidatura de Gleydson a deputado estadual, ampliando alianças e fortalecendo seu grupo político no interior do estado. Ele renunciará ao mandato de prefeito na próxima semana.

Em declaração, o prefeito destacou o momento como um passo importante na sua trajetória. “A convite do grande líder e presidente do MDB do Maranhão, Orleans Brandão, hoje dou um passo importante na nossa caminhada. Passo a integrar o MDB, somando forças a esse time que cresce a cada dia. Seguimos firmes, com fé em Deus e ao lado do povo, fortalecendo ainda mais a nossa pré-candidatura a deputado estadual.” Escreveu.

A filiação é vista como estratégica dentro do MDB, que segue ampliando sua base e fortalecendo nomes para a disputa nas próximas eleições.

26
mar

Prefeito de Raposa manda “travar” Concurso e fecha com empresa de fachada por quase R$ 20 milhões para contratar “mão de obra terceirizada”

Pelo Jornalista Domingos Costa

A empresa contratada pela gestão Eudes Barros possui nada menos que 40 atividades econômicas das mais variadas possíveis e, completamente distintas da qual assinou contrato com a prefeitura de Raposa.

"Sala" da empresa LG de Sousa Soluções e Negócio  fica localizada no prédio do Velho John Music Pub; sócio proprietário é Lourival Garreto de Sousa Filho.

“Sala” da empresa LG de Sousa Soluções e Negócio  fica localizada no prédio do Velho John Music Pub; sócio proprietário é Lourival Garreto de Sousa Filho.

R$ 19.885.860,00 (dezenove milhões, oitocentos e oitenta e cinco mil, oitocentos e sessenta reais) esse é valor dos cinco contratos que o prefeito do município de Raposa, Eudes Barros, do PL, mandou formalizar com uma empresa de fachada cuja sede está instalada em São Luís.

A finalidade dos contratos é a “prestação de serviços terceirizados gerais, apoio administrativo e logística avançada”. Na prática, a lógica do prefeito Eudes é fugir do concurso público e contratar, a bel-prazer, qualquer tipo de aliado político para ocupar cargos de valores salariais estipulado por ele mesmo, neste ano de eleição.

A empresa de fachada contratada é a Empresa “LG de Sousa Soluções e Negócio EIRELI” (CNPJ: 14.659.934/0001-44). O Blog do Domingos Costa foi, três dias seguidos, até o local de registro da empresa junto a Receita Federal, no endereço Avenida dos Holandeses Loja 10; nº 09, bairro do Calhau em São Luís. No local, apenas uma sala fechada.

A sala fica instalada no Centro Empresarial José Silva, no mesmo prédio onde funciona o “Velho John Music Pub”. O cenário é uma porta de vidro,  adesivo perfurado com a marca da “firma”, e detalhe, sem nenhum funcionário.

– Número de telefone cadastrado no CPNJ é fantasma

O Blog do DC ligou para o número que consta no cadastro do CNPJ: (98) 8177-2888. Fomos em busca de falar com a pessoa responsável pela empresa, o sócio proprietário Lourival Garreto de Sousa Filho (foto acima), contudo, a pessoa que atendeu, se identificou como “Gustavo” e declarou desconhecer a existência da empresa.

“Usaram o número do meu celular e colocaram no cadastro dessa empresa, vou procurar a polícia para denunciar, porque muita gente me liga perguntando sobre essa empresa”, declarou.

– Divisão dos contratos

Os contratos selados com a empresa “LG de Sousa Soluções e Negócio EIRELI” foram assinados por quatro secretários da gestão do prefeito Eudes Barros, obviamente, com a devida anuência do gestor: Edvalva da Silva Barros, que é irmã do prefeito, Secretária Municipal de Assistência Social; Gesiel Gomes Braz, Secretário Municipal de Administração e Planejamento; Verismar Gomes da Silva, Secretária Municipal de Educação e Raidenia Barbosa de Oliveira, Secretária Municipal de Saúde.

A divisão dos valores foram assinados da seguinte forma: Assistência Social-SEMAS, valor de R$ 3.210.822,00 (três milhões, duzentos e dez mil, oitocentos e vinte e dois reais); Administração e Planejamento-SECAP, valor R$ 4.429.120,80 (quatro milhões, quatrocentos e vinte e nove mil, cento e vinte reais e oitenta centavos); Educação-SEMED, valor R$ 2.214.560,40 (dois milhões duzentos e quatorze mil quinhentos e sessenta reais e quarenta centavos); Educação-SEMED, valor R$ 6.480.175,20 (seis milhões, quatrocentos e oitenta mil cento e setenta e cinco reais e vinte centavos) e Saúde – SEMUS, valor R$ 3.551.181,60 (três milhões, quinhentos e cinquenta e um mil, cento e oitenta e um reais e sessenta centavos).

Total dos cinco contrato é de R$ 19,8 milhões. Percebe-se que na secretaria de Educação foram assinados dois contratos de diferente valores.

– Empresa de fachada que “faz tudo”

A empresa contratada pela gestão Eudes Barros possui nada menos que 40 atividades econômicas das mais variadas possíveis e, completamente distintas da qual assinou contrato com a prefeitura de Raposa.

No ramo de contratações públicas, esse tipo de empresa é apelidada de “faz tudo”.

Segundo o cadastro do CNPJ na Receita Federal , a empresa “Empresa LG de Sousa Soluções e Negócio EIRELI” pode atuar nos seguintes ramos: “Coleta de resíduos não-perigosos; Coleta de resíduos perigosos; Tratamento e disposição de resíduos não-perigosos; Recuperação de materiais plásticos; Usinas de compostagem; Incorporação de empreendimentos imobiliários; Construção de edifícios; Construção de rodovias e ferrovias; Obras de urbanização – ruas, praças e calçada; Obras de terraplenagem; Montagem e instalação de sistemas e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, portos e aeroportos; Administração de obras; Obras de alvenaria; Serviços especializados para construção; Comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano; Comércio varejista de ferragens e ferramentas; Serviço de transporte de passageiros – locação de automóveis com motorista; Transporte escolar; Navegação de apoio portuário e Estacionamento de veículos”.

E não para por ai, a empresa “faz tudo” também possui outras atividades econômicas em seu registro, tais como: “Serviços de apoio ao transporte por táxi, inclusive centrais de chamada; Serviços de reboque de veículos; Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; Correspondentes de instituições financeiras; Peritos e avaliadores de seguros; Auditoria e consultoria atuarial; Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde; Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina; Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários; Locação de automóveis sem condutor; Atividades de vigilância e segurança privada; Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais; Imunização e controle de pragas urbanas e Atividades de teleatendimento”.

– Prefeito mandou “travar” concurso

Desde o último dia 27 de fevereiro, o prefeito Eudes Barros enviou para a Câmara Municipal de Vereadores,  o projeto de lei que dispõe sobre a criação de cargos públicos efetivos, através de concurso público, no quadro de servidores municipais, o assunto foi tema de uma matéria do Blog do DC.

De acordo com o projeto enviado para a Câmara, mas que nunca foi colado para votação, o Concurso Público ofertaria 496 vagas nos três nível de ensino: fundamental, médio e superior.

O projeto chegou a ser lido no Plenário da Câmara, contudo, nunca foi colocado em votação pelo presidente da Casa, o vereador Joao Marcos Barros Costa, que é sobrinho do prefeito Eudes e só faz o que o tio determina. Aliás, o pai do parlamentar, Zé Mario, é o atual diretor do SAAE, órgão público municipal que arrecada milhões do povo raposense.

– Outro lado 

O Blog do DC  buscou contato com o sócio da “LG de Sousa Soluções e Negócio EIRELI”, Lourival Garreto de Sousa Filho, mas todos os números disponível são de fachada, assim com a empresa.

Por parte da prefeitura de Raposa, até a publicação deste post ninguém quis se pronunciar, o espaço permanece aberto, para caso queiram, se pronunciar a respeito do assunto.

– CLIQUE AQUI E CONFIRA O COMPROVANTE CNPJ DA EMPRESA DE FACHADA – 

– ABAIXO OS EXTRATOS DOS CINCO CONTRATOS SELADOS ENTRE A GESTÃO DO PREFEITO EUDES BARROS E A EMPRESA DE FACHADA “L G DE SOUSA SOLUCOES E NEGOCIOS LTDA”:


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RAPOSA: Câmara de Vereadores recebe projeto que trata do concurso público de 496 vagas

26
mar

Assembleia inicia ritos de instauração de CPI para investigar denúncias de corrupção contra o vice-governador Camarão

Pelo Jornalista Domingos Costa

O requerimento que pede a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito é de autoria do deputado Dr. Yglésio.

Durante a sessão plenária foi informado que o Requerimento nº 086/2026 solicitando a CPI havia sido protocolado

Durante a sessão plenária foi informado que o Requerimento nº 086/2026 solicitando a CPI havia sido protocolado…

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) iniciou, na manhã desta quarta-feira (25), os ritos formais, conforme prevê o Regimento Interno da Casa, para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa apurar supostas denúncias de corrupção envolvendo o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT).

Durante a realização da sessão plenária, o deputado estadual Ricardo Arruda (MDB), que no momento exercia a função de primeiro-secretário, informou que foi protocolado o Requerimento nº 086/2026, de autoria do deputado Dr. Yglésio (PRTB), que requer a criação de CPI, nos termos do artigo. 32, §3º, da Constituição do Estado do Maranhão e dos artigos 34 e seguintes do Regimento Interno da Alema.

Denúncia

Segundo o requerimento, haveria indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas, com supostos repasses de valores a terceiros e a pessoas vinculadas ao atual vice-governador Felipe Camarão (PT), com possível utilização de servidores públicos, bem como da estrutura administrativa da vice-governadoria do Estado, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que também tinha como titular o vice-governador, e demais órgãos do Estado.

Nesse contexto, foi noticiada a existência do Procedimento Investigatório Criminal nº 025065-750/2025, instaurado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) e atualmente em tramitação no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), no qual se encontram reunidos elementos informativos provenientes de diversas diligências investigatórias, bem como Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Os elementos indicam, em tese, a existência de materialidade e indícios de autoria relacionados à possível prática de crimes de lavagem de capitais e infrações penais conexas, inclusive ilícitos que podem ter sido cometidos contra a Administração Pública, sendo que o contexto investigativo envolveria diretamente o vice-governador Felipe Camarão, além de outros indivíduos cuja eventual participação deverá ser apurada no âmbito da CPI a ser instaurada.

Sobre o processo de instauração da CPI

A previsão legal para a instauração da CPI no âmbito do Poder Legislativo maranhense encontra-se entre os artigos 34 e 36 do Regimento Interno. De acordo com as normas, a Assembleia Legislativa, a requerimento de um terço de seus membros, constituirá CPI para apuração de fato determinado e por prazo certo, com poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos em lei.

Com 42 deputados estaduais no Maranhão, a assinatura de, no mínimo, 14 parlamentares já é exigida para a abertura da CPI. O requerimento formal, contendo a justificativa, o fato determinado e as assinaturas, deve ser protocolado na Mesa Diretora da Alema. A jurisprudência do Superior Tribunal Federal (STF) indica que, preenchidos os requisitos (assinaturas, fato determinado e prazo), a instalação é um direito da minoria, não dependendo de votação em plenário para ser criada.

Após o protocolo, a presidente da Assembleia Legislativa publica o ato de criação da CPI. Em seguida, os líderes partidários indicam os membros titulares e suplentes que comporão a comissão, respeitando a proporcionalidade partidária. Os membros indicados se reúnem para instalar oficialmente a CPI, elegendo o presidente, vice-presidente e o relator da comissão.

A Comissão, que poderá atuar também durante o recesso parlamentar, terá o prazo de 120 dias, prorrogável por até a metade, mediante deliberação do Plenário, para conclusão de seus trabalhos. Ao término do prazo, a CPI produz um relatório circunstanciado (elaborado pelo relator e votado pela comissão), que pode indiciar os responsáveis e encaminhar as conclusões ao Ministério Público para ajuizamento de ações.

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